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A
cidade
da Régua tem pouco mais de dois séculos de existência, mas
suas terras são habitadas desde tempos bem remotos, talvez
mesmo desde as invasões romanas e bárbaras. O
clima, a riqueza do seu solo e a sua localização
privilegiada, para o que o rio Douro contribuiu e continua a
contribuir, atraíram e fixaram os povos.
De acordo
com os registros históricos, já na altura do nascimento de
Portugal se cultivava o vinho nestas terras. Mas foi a
criação da Companhia das Vinhas do Alto Douro, decretada
pelo Marques de Pombal, que despoletou seu
desenvolvimento definitivo, em meados do século XVIII.
Começaram então a instalar-se na Régua armazães,
estabelecimentos comerciais, estalagens e habitações e
instituiu-se a Feira dos Vinhos, que se realizava
anualmente, e trazia até aqui visitantes das mais diversas
zonas do país.
O ritmo comercial impulsionou o
crescimento econômico e projetou cada vez mais o nome e a
riqueza desta cidade, que começou a ganhar popularidade e a
afirmar-se como um lugar cheio de potencialidades e de
encantos naturais. O vinho esteve desde sempre
associado a sua riqueza e levou o seu nome para fora das
nossas fronteiras. Ainda hoje é
assim.
Em 1837, a Régua foi elevada a concelho, integrando na
altura apenas cinco freguesias.
Atualmente, o município é composto pelas freguesias de
Canelas, Covelinhas, Fontelas, Galafura, Godim, Loureiro,
Mouramorta, Peso da Régua, Poiares, Sedielos, Vilarinho dos
Freires e Vinhais.
Tem cerca de 22 mil habitantes. Todas as freguesias
da Régua se destacam pelas suas belas paisagens e pelos
cenários de ruralidade que o esforço humano transformou em
verdadeiros monumentos naturais. Entre todos, é ponto de
paragem obrigatório o miradouro de S. Leonardo, na freguesia
de Galafura, situado a cerca de 14 quilômetros da cidade.
Dali, a 530 metros de altitude, desdobra-se um panorama
fabuloso.
Á medida que foi crescendo, ao ritmo do trabalho e
da força dos homens, a Régua ganhou o estatuto de Capital do
Douro, que ainda hoje lhe é reconhecido.
O
rio, que rasga as montanhas agrestes do Alto Douro e vem
repousar, em beleza, aos pés desta cidade para seguir depois
até à Foz, no Porto, continua a ser um ex-libris e uma
riqueza inigualável. Deste rio, existe também a memória dos
barcos rabelos, imaginados e construídos para enfrentar
ameaças de uma natureza imprevisível e levar até Vila Nova
de Gaia os tonéis de Vinho do Porto.
Hoje em dia,
através deste mesmo rio, chegam à Régua centenas e
centenas de turistas atraídos pelos encantos naturais, pela
tranqüilidade e hospitalidade da Capital do Douro. Com a construção e o desenvolvimento do cais fluvial, a
Régua tem vindo a ganhar cada vez melhores condições para
receber turistas e proporcionar aos cidadãos espaços
de lazer e de convívio com a qualidade que merecem.
As três pontes, que ligam o município da Régua ao de Lamego,
compõem um quadro onde se conjugam diferentes épocas da
história. Aliás, o desenvolvimento das vias de
comunicação na Régua é um dos fatores que tem contribuído
para atrair os visitantes e imprimir uma maior dinâmica
econômica à cidade. O lanço do IP3,
recentemente inaugurado, vai permitir à nossa cidade
estar mais perto de outros centros urbanos, facilitando
assim o contacto entre as populações, proporcionando o
desenvolvimento e abrindo as portas ao progresso.
Mesmo antes da construção do IP, a Régua tinha já uma
posição privilegiada em termos de acessibilidades.
A
linha do Douro, considerada um dos mais belos e
surpreendentes itinerários ferroviários do país, foi desde
sempre uma mais-valia para o desenvolvimento da nossa
cidade. Da estação, onde os pregões aos famosos rebuçados da
Régua são quase uma música de fundo, parte-se para outros
pontos da região, prosseguindo de combóio ou apanhando a
camioneta.
A festa das Vindimas é um dos maiores
acontecimentos no Peso da Régua. É uma verdadeira homenagem
ao trabalho, um elogio à força dos homens e um hino às
dávidas da terra. Todos os anos a tradição se cumpre e,
pelas quintas da Régua, a alegria marca o passo durante
quase um mês, enquanto se apanham uvas e se mete mãos à
obra para fazer jorrar os vinhos que levam bem longe o nome
da nossa cidade. Ao longo das encostas, pelos vinhedos
delineados até ao horizonte, os homens carregam os cestos
vindimos às costas e as mulheres entoam cantigas populares
para sempre associadas a estes dias de festa e labuta.
O
espetáculo é uma imagem de marca destas terras, não só por
estar associado à atividade agrícola mais importante
da Régua, mas por constituir um ritual e uma tradição que há
muito faz parte da nossa identidade.
Acabada a
vindima. a Régua prossegue no seu ritmo normal, emoldurada
por uma paisagem monumental e por um rio que foi, desde
sempre, um trampolim para o desenvolvimento. Mais do
que um portão do Douro, que se abre para além dos limites do
olhar, a Régua é uma cidade voltada para o futuro, a crescer
ao compasso do mundo moderno. (In Villa Regula)
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Douro vai ter Museu a horas ?
Iª Feira Social do Concelho do Peso da Régua: Com o intuito de contribuir, cada vez mais, para a evolução social do concelho, o Município do Peso da Régua irá realizar a Iª Feira Social do Concelho do Peso da Régua subordinada ao tema “Novos Trilhos para a participação social”, que terá lugar no Pavilhão Multiusos António Saraiva nos dias 25, 26 e 27 de Setembro de 2008. A participação é gratuita. Inscrições e instruções, veja no portal da Câmara Municipal.
São Paulo/Brasil - Exposição Lusa - a Matriz Portuguesa: Em uma iniciativa inédita, a Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil e o Centro Cultural Banco do Brasil trouxeram a São Paulo a exposição Lusa - a Matriz Portuguesa, com 147 peças de 38 instituições portuguesas que retratam o percurso dos lusitanos desde a Pré-História á Era dos descobrimentos, o que proporciona ao público um fascinante aprofundamento na cultura portuguesa, sua formação e as diversas contribuições de outros povos, que, acabaram por ser fundamentais para a nossa formação cultural. Histórias dos povos antigos, o domínio romano, presença cristã, judaica e árabe, formação das fronteiras e os descobrimentos marítimos. Se está no Brasil-Estado de São paulo, não perca esta oportunidade única de conhecer, de perto, as peças históricas que originaram e compõem a cultura portuguesa. Resta apenas uma semana para seu encerramento, previsto para o dia 07 de Setembro.
Festa do Vinho no Norte de Portugal - S. João da Pesqueira: O município de S. João da Pesqueira assume-se como a capital da Região Demarcada do Douro no primeiro fim-de-semana de Setembro. A sétima edição da Vindouro-Festa do Vinho, de 5 a 7 de Setembro, vai reunir grandes produtores durienses de vinho e promover um intenso programa paralelo de actividades... Este ano, a Festa do Vinho apresenta novidades. O Salão de Exposições de S. João da Pesqueira vai contar pela primeira vez com uma zona para degustações gastronómicas, em que os visitantes poderão petiscar ao mesmo tempo que provam um dos muitos vinhos das dezenas de produtores presentes.
® In "CMPR", 29/08/08
Lusa - a Matriz Portuguesa: Centro Cultural Banco do Brasil na Rua Álvares Penteado, 112, Centro. De terça a domingo das 10h às 20h e a entrada é franca.
® In "CPCB", 29/08/08.
A notícia integral ® In "Portugal Digital", 29 de Agosto de 2008.
Através do dossier, os imigrantes ficam a conhecer melhor os seus direitos no que diz respeito à prestação de cuidados de saúde, informa o semanário Sol.
O dossier está disponível na página do Portal do Cidadão e contém artigos relacionados com os direitos e os deveres, as taxas moderadoras, pedido de cartão de utente do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou o que fazer em caso de recusa de prestação de cuidados.
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