Momento pesquisa: estou procurando blogs
e sites de Brusque para colocar links locais aqui no 100 Sal.
Alguns amigos já estão na minha listinha, mas aproveito para descobrir
coisas novas. Se a garimpagem for boa, eu aviso. E quando terminar, eu
volto. Cansada mas feliz... posted by claudia bia at
10:51
PM
Quando eu era criança, não existia
Barbie no Brasil Quando eu era criança, não existia McDonald´s no
Brasil Quando eu era criança, a gente não via televisão durante o dia
Quando eu era criança, a gente só tomava refrigerante nos finais de
semana. Quando eu era criança, era uma festa sair pra comer misto
quente. E tomar colegial de chocolate. Quando eu era criança, nada
disso se chamava fast food. Ainda. Quando eu era criança, as férias de
verão duravam 3 meses. A gente tinha menos dias de aula, mas eu
acho que, mesmo assim, aprendia mais coisas. Quando eu era criança, o
faz-de-conta ainda estava bem vivo. Eu fui criança antes do Atari, e
fui criança antes da maquiagem infantil. Quando eu era criança, eu
tinha pesadelos com a bomba atômica, Mas eu acho que eu não entendia
direito o que era. Quando eu era criança, eu cantava músicas de
criança, Mas assistia todo ano os festivais da Record... Quando eu
era criança, eu lia Monteiro Lobato. Isso foi antes da primeira série
do Sítio do Picapau Amarelo na Globo. Quando eu era criança, eu queria
ser professora. Quando minha irmã era criança, ela ganhou uma boneca
Amiguinha da minha avó. Mas eu tinha uma Gui-Gui. Quando eu era
criança, eu era criança mesmo. Mesmo que achasse que não era mais
criança. Eu comia muitos Lanches Mirabel. E tomava muito Lanjal.
Quando eu era criança, ainda não se usava protetor solar. A gente
não usava, pelo menos. E a gente tomava laranjada, não suco de
laranja. Quando eu era criança, existiam muitas bonecas de papel!
Existia a revista Recreio, a original! E a gente não conhecia
origami. Quando eu era criança, eu não parecia uma miniatura de
adulto. Os elásticos de cabelo eram os mesmos que se usam em dinheiro.
Ninguém dizia que arrebentavam o cabelo. Quando eu era criança, eu
amava folhas de papel em branco. E desenhava com... como era mesmo o
nome daquelas canetinhas? Quando eu era criança, tive sarampo e
catapora. Quando eu era criança, entregavam o pão em casa.
Deixavam do lado de fora da porta. Era bom, quando eu era criança.
Eu tinha 2 avós e 2 avôs, e tinha pena das crianças que não tinham.
E nem parece que faz tanto tempo.
(passei o dia inspirada
pela maratona de comentários de ontem no Querido Leitor (link ao lado),
fui obrigada a colocar minha infância "no papel"... posted by claudia bia at 9:34
PM
Ontem chegou uma caixa grande do correio... um
presente mandado pela minha irmã. Uma cremeira! Ela é assim: Só que a rodinha que está
descansando nessa foto encaixa dentro do corpo da cremeira, que é uma
leiteira com tampa e essas rodinhas teladas dentro. Pra que serve? Pra
fazer espuma. De leite. Bom, também já fiz muita espuma de detergente, pra
limpar - a espuma fica dura, pra pra tirar de colher. Agora preciso
descobrir o que mais posso fazer com a minha cremeira no verão. No
inverno, vou tomar deliciosos capuccinos - li em algum lugar que o
capuccino original é feito com espuma de leite, leite e café, essa coisa
de chocolate veio depois, nas modernidades... Ontem, na estréia, tentei
fazer um frapê com leite e nescau... O resultado foi meio
apartheid, espuma quase branca por cima, um pouco de nescau
propriamente dito no meio e uma espécie de calda embaixo. Ficou doce.
Muuuito doce, acho que eu iria adorar quando era criança e colocava 7
colheres de açúcar no nescau (credo, só de pensar, arrepia!). Então,
alguma idéia? posted by claudia bia at 10:22
PM
Hoje, pela primeira vez desde que comecei o 100SAL,
fiquei pensando sobre o nome "ni si". Fiquei imaginando alguém à procura
de uma dieta sem sal, questão de saúde, achando isto aqui e morrendo de
decepção. Então, pra não correr o risco de decepcionar alguém, fui
procurar uma receita do livro Sal Assassino, que tenho há décadas (mesmo),
que, inclusive, já fiz várias vezes. É bom! Até para viciados em sal, como
nós todos somos. Aí vai:
MARINADE DE GALINHA
1/2
xícara de azeite de oliva 1 colher de sopa de vinagre 2 colheres
de sopa de vinho branco 1/4 de colher de chá de pimenta branca 1/2
colher de sopa de alecrim 1/2 colher de chá de estragão 1 dente de
alho esmagado 1 folha de louro
Combine todos os ingredientes e
bata-os bem até formarem uma emulsão grossa. Use em qualquer preparação de
galinha e então grelhe, cozinhe ou asse. É bom deixar o frango descansar
com o tempero por 2 a 6 horas.
Assado e grelhado é muito bom, e dá
pra substituir as ervas pelas que vc gostar mais ou tiver à mão. O
nome do livro é Sal Assasino (Killer Salt), a autora é Marietta
Whittlesey e a editora é a Ground, de muitos títulos
importantes para o lado mais alternativo da minha vida. Não sei se está
esgotado... (tenho a primeira edição, de 1982).
Finalmente terminei minha tarefa de hoje... que
eu estava me prometendo há semanas... aí ao lado estão meus links
favoritos, ou uma parte deles... Não ficou uma coisa linda, mas acho que
funciona. Se algo estiver errado, agradeço avisos! E sugestões pra deixar
mais bonitinho, tb... posted by claudia bia at 11:11
PM
Só está tocando na minha
cabeça... As pop-perfeitas Trash e Beautiful Ones, do
Suede... Peguei vidoclips deles no Kazaa, simples e bons. Suede é
garantido!!! posted by claudia bia at 12:33
AM
Tinha prometido pra
Heloisa,
embora o Miguel tenha dito que era fácil... este site sobre a
série A Feiticeira tem coisas incríveis! Incluindo músicas cantadas
pela Samanta e pela Serena (sempre adorei a Serena, a prima hippie e
sacana!!!) na série, além de versões cantadas da música tema, raras...
Onde esse povo consegue essas maravilhas? Well, melhor aproveitar e fazer
download de tudo!!! posted by claudia bia at 11:13
PM
O dia inteiro pensei
nela... Agora estou ouvindo... Grace, música de Life on Other
Planets, CD do ano passado do Supergrass. Ai, que delícia!
Mistura de T. Rex com chiclete!!!! Peguei o CD inteiro no Kazaa, assim que
soube que existia, mas nem imaginava que ia me apaixonar tanto por uma das
músicas. Pena que não existe um único lugar, pelo menos que eu conheça, em
que se possa ir e dançar uma gostosura dessas! Ai, que saudades... tanto
dos velhos tempos em que havia lugares que só tocavam rock, quanto do
Nïas, em SP, que existe e tem uma programação infinitamente melhor do que
os lugares que, geograficamente, eu posso frequentar!!!! posted by claudia bia at 10:34
PM
Antonio
Carlos Monteiro, o Tony, é meu amigo há algo em quase 30 anos. A gente
se conheceu no tempo que email se chamava carta... Indiretamente através
da Revista Pop (conto esta história nos comentários... acho que nem o Tony
lembra!). Com o passar do tempo, eu virei alternativa da província e ele,
crítico de rock respeitado. Como eu pedi um resumo de briografia para ele,
vamos a um rápido "Tony por ele mesmo": Tenho 44 anos, nasci em
São Paulo. Comecei a escrever sobre rock em 85, como setorista das
revistas Roll, Mix e Metal em SP. Com o fim dessas revistas, comecei como
colaborador da ROCK BRIGADE em 89 (minha primeira matéria saiu na edição
41 - em março agora sai a de nº 200 - é chão...). Três anos depois, fui
efetivado na empresa e estou lá até agora. Colaborei (e colaboro) também
com várias publicações menores mas nem por isso menos interessantes, como
o Metal Gods e o extinto Contracorrente (era bão!). Também maltrato
uma Fender Stratocaster numa banda de rock setentista chamada Big Bang
(aquela explosão que deu início ao universo, sabe?) e dou minhas cacetadas
como produtor. Já produzi a primeira demo da banda Rockteers, o segundo
álbum do Rei Lagarto (Free Fall) e o primeiro de uma banda punk cristã
(ainda inédito) chamada Ruptura. Bom, posso complementar que ele
tem uma certa alergia a internet e computadores em geral. E agora, a
e-ntrevista propriamente dita:
Mesmo não sendo adepto da internet,
como vc vê o impacto da rede no universo do rock?
Enorme!! Não
dá pra negar isso! Quando eu comecei a me interessar por música, nos idos
anos 70, era um transtorno pra conseguir qualquer informação, por mais
simples que fosse. Hoje é só clicar que cai tudo na sua mão. É bem verdade
que perdeu um pouco daquele charme de "eu consegui" que existia
antigamente, mas em termos práticos, ficou bem melhor. Também para as
bandas é uma mão na roda, você não depende mais do boca-a-boca ou da boa
vontade da mídia para divulgar seu trabalho. Também é verdade que deu uma
nivelada por baixo, qualquer pé-de-chinelo já faz um site e bota sua banda
como se fosse a oitava maravilha do mundo, mas é aí que entra o público:
pra separar o que é uma merda do que não é.
Qual a sua opinião
sobre o conflito gravadoras X mp3?
Não me preocupo com as
gravadoras nessa briga, mas sim com os artistas. Tem um cantor que eu
detesto, chamado Lenine, mas que, apesar disso, mandou uma declaração
perfeita: "Não posso dar de graça a única coisa que tenho pra vender." Por
esse lado, o mp3 é imoral. Agora, por outro, ele é excelente, conforme
falamos na pergunta anterior, para bandas iniciantes que querem divulgar
seu trabalho - ou mesmo para bandas maiores, que divulgam apenas trechos
de músicas de seus novos discos para instigar os fãs a comprarem.
Resumindo: falando de um mundo perfeito e que nem imagino como seria
possível viabilizar em termos práticos, o ideal seria que o próprio
artista decidisse o que iria para a rede. Agora, pegando carona nisso,
muito pior é o caso da pirataria. E o criminoso não é o pobre coitado que
vende CD pirata no centro das grandes cidades, mas sim os bandidões que
viabilizam esse material e o ladrãozinho que em algum ponto roubou a
gravação antes de ela chegar às lojas (no caso de discos inéditos, é
lógico). E, além da crise que impede o povo de comprar discos etc. e tal,
que tal diminuir a carga tributária que incide sobre os CDs? O preço ia
cair inevitavelmente. E que tal as gravadoras diminuírem um pouco sua
margem de lucro, com o mesmo objetivo? Ou seja, muita gente reclama mas
poucos concordam em abrir mão de alguma coisa. Fica difícil.
Existem sites que vc gosta de visitar? quais os endereços? (não
vale o da Brigade!)
Caros amigos leitores/colaboradores
do 100 sal: sim, confesso, eu DETESTO computadores. Isso aqui nada mais é
do que obrigação pra mim. Só acesso sites por obrigação de trabalho
(pesquisa) e por amizade. Nesse último, se enquadram o do Rei Lagarto, já que
sou amigo dos caras, produzi o segundo CD deles e tal, o 100 sal (é
sério!) e só! A Claudia diz que não vale, mas acesso direto o site da ROCK
BRIGADE pra ver o que a garotada está postando de mensagem na página
aberta às opiniões - esse é um excelente termômetro para definirmos nossos
passos seguintes.
Dos anos 80 pra cá (desde a época em que
virou lugar comum dizer que não é feito nada de novo no rock), o que
aconteceu de mais marcante - de preferência positivamente - na música?
Não ficou lugar comum coisa nenhuma dizer que não aconteceu
nada do final dos anos 80 pra cá. O fato é que não aconteceu nada MESMO.
Pense bem: depois do boom do heavy metal, nos anos 80, qual o outro
movimento musical (em se tratando de rock) que realmente mexeu com as
estruturas. Nenhum. Falam no tal do grunge, mas esse troço já acabou e
Nirvana, que é considerado um ícone do estilo, não tem nada a ver com
grunge, aquilo é um punk rock simples, mesmo. Como sempre acontece (The
Doors é o melhor exemplo), se o maluco do Kurt não tivesse estourado o
coco a banda hoje mal seria lembrada. Os anos 90 foram a década perdida,
sim.
Quais as bandas novas - nacionais e de fora - em que vc
aposta?
Nacionais: Eterna (power melódico, os caras fazem
excelentes músicas e têm vocais perfeitos); Tuatha de Dannan (uns mineiros
que fazem uma mistura de heavy metal com Jethro Tull, com direito a
gnomos, fadas e muito fumacê - brilhante!) Internacionais: stoner rock
em geral (Hellacopters, Firebird), Andrew WK (festa, festa!!), Nashville
Pussy (rock´n´roll & putaria) e Rock City Morgue (nova banda de Sean
Yseult, ex-baixista do White Zombie e que agora faz um rock que mistura
Stones, New York Dolls e Ramones - pra se ter uma idéia, o apelido de um
dos guitarristas é Ace Thunderperry, em homenagem a Kiss, New York Dolls e
Aerosmith. Só lançaram um EP de seis músicas até agora, mas vale ir
atrás).
Recado final: Quem quiser xingar, concordar,
desancar, contratar, discordar é só teclar. Paz e rock.
Não, acabei não resistindo... depois de
ver em centenas de blogs os selos com resultados dos testes mais malucos,
acabei de enfiando em alguns deles... Os resultados: QUE THE SIMS
VOCÊ É?
Quem consegue comer as
bananas antes que o calor as amadureça demais? Quem consegue dar conta
de viver assim? Aquela frente fria, vem ou parou no meio do
caminho? posted by claudia bia at 9:03
PM
Passei parte da
tarde ouvindo Billie Holiday, depois de pegar umas 30 músicas dela
no Kazaa. Agora, é definitivo: apesar da intensidade, da dor, da história
dela, a voz de Lady Day é definitivamente refrescante. E como este verão
parece que nuuunca vai acabar (alguém lembra do primeiro inverno do
Bambi?), acho que vou ouvir Billie Holiday pelos prósimos
meses... posted by claudia bia at 9:34
PM
Como gastar a hora
extra que a gente pensa que ganha no final do horário de verão? Assistindo
Cantando na Chuva, claro. Alguém na Globo gosta da gente, ainda que
muuuuito de vez em quando.. Como sempre, delicioso, uma fórmula de nós que
se desatam rápido, sem tempo de criar agonia na gente. Que coisa boa, que
músicas gostosas, que história... histórica! Como sempre, eu fico me
perguntando o que o número com a Cyd Charisse está fazendo lá.
Lindo, sexy... e tão fora do filme que parece outra coisa! Não que eu esteja
reclamando, acho até que já li algo sobre, mas esqueci. Alguém
sabe? posted by claudia bia at 9:26
PM
Aqui eu
também me esbaldei... fotos e temas de séries e
desenhos antigos e novos. Fiquei tremendamente aliviada em saber que a
série Nós e o Fantasma não foi um delírio da minha imaginação... eu
adorava assistir, mas nunca soube de reprise. posted
by claudia bia at 9:20
PM
Se vc tem
mais idade do que gosta de admitir, vá direto ao túnel do tempo da sua
memória televisiva!!! Entre aqui e reveja o "tá na hora de dormir"...
e muitos outros anúncios dos velhos tempos da TV. Também tem coisas de
programação, mas os "reclames" são o máximo! Ah, a página faz parte
do Centro Cultural São Paulo. posted by claudia bia
at 4:56
PM
Ela, Rosana
Hermann, uma das pessoas de TV que tem textura de gente de verdade,
redatora brilhante, apresentadora que une inteligência e proximidade (da
gente), blogueira 24 horas por dia, fonte de informação
constante... Um doce de criatura, que teve a gentileza de mandar as
respostas para esta e-ntrevista justamente no dia em que estreou seu novo
projeto televisivo, o Tudo Avon (sábados, 14:15 hs, na Rede TV).
Vamos às suas palavras!!! em visual "pleno
verão"!!!
Como foram os seus primeiros contatos com a internet,
amigáveis, hostis...?
Eu vim da BBS do Mandic, usava videotexto
desde o princípio dos tempos. Por isso, o contato com a Internet vou uma
evolução esperada do mundo das inter-relações eletrônicas. Nesse sentido,
sempre foram amigáveis. A hostilidade só veio depois, porque faz parte da
raça humana.
Migrar de um site para um blog aparentemente
aproximou muito vc dos seus, agora, "queridos leitores". Como vc percebe
esta proximidade?
Pela relação de compromisso que temos entre
nós. Se eu não consigo postar, ou responder comentários, sinto-me em falta
com essas pessoas que fazem parte da minha vida. E, se elas não comentam,
se eu não posso interagir, sinto falta delas e do blog. Para mim, o
querido leitor é um espaço 'vivo' de comunicação.
Além do
Google (sua paixão! ), o que mais é fundamental na sua rotina na web?
Ah, o Google...divulgo o google desde que ele foi criado, acho
o máximo, queria trabalhar lá ou ser colaboradora de alguma forma, talvez
como embaixatriz!! Mas navego por muitos lugares. Adoro o news do google, o DrudgeReport, do
jornalista americano Matt Drudge, leio sempre as páginas em portugues da
CNN e da BBC e, no Brasil, visito diariamente os sites que compilam
notícias de minuto a minuto, como o Diário do Grande ABC Online. O fundamental, no entanto, é
encontrar ilações, relações , sinapses, entre as notícias e os dados
ligados a ela que podemos encontrar na web.
De que forma vc
gostaria que a internet evoluísse nos próximos anos?
Eu
gostaria que o ser humano evoluísse através da web. A web é o arquivo-vivo
de todos nós, com nosso passado, presente e futuro. É um instantâneto
multimídia do estágio evolutivo em que nos encontramos, quase, um
cyber-termômetro. Se o mundo nos parece cruel e agressivo é porque a
humanidade está assim. Eu queria que a humanidade começasse pelo mais
fácil, apenas, não atrapalhando o seu semelhante, não fazendo mal ao
próximo. Aí, quem sabe um dia, com a ajuda de Deus a gente um dia chegasse
ao ideal de amar ao próximo como a si mesmo...
Rosana,
agradeço de novo a sua atenção, e espero que mais e mais gente assista vc
e entre no Querido Leitor, meu favorito de todos os dias!
Está programado para maio o
lançamento de mais uma expansão para os Sims, a sexta, depois dos sims
originais. Desta vez, nossos sims vão poder virar astros... de cinema, da
passarela ou da música, com todas as conseqüências do estrelato,
paparazzi, fãs, spas. Ah, maio? Por enquanto, é imaginar como vai ver,
vendo os screenshots do site oficial: É olhar para os
detalhes e imaginar... desta vez a gente vai junto com eles ao trabalho...
imagino que chegar ao estrelato vai ser beeeem complicado!
Decididamente, o povo da Maxis tem uma imaginação fértil! O que
mais falta nos Sims, além da capacidade de trancar as portas... o que
pessoalmente eu acharia fundamental! posted by
claudia bia at 3:35
PM
Não suporto mais este calor
que trava meu cérebro, meu corpo e meu ânimo. Que música refresca a
sua alma no verão? Enquanto eu penso na minha lista, escreva a sua
aí embaixo... posted by claudia bia at 10:25
PM
O pânico que paira sobre a página branca É
meu E tão somente
O pão que padece de calor quase desanda
É meu
Ainda o homem por trás desta opaca cortina E este
que escreve Quase qual não me pertence
Outro que ausente
Faz tanto barulho e só a mim silente desatina E ainda a musa que a
tantos apetece
É minha, e a um toque Só de mim desaparece
FLÁVIO JACOBSEN
pedi para o Flávio uma poesia
dele pra trazer aqui pro 100sal, estava me devendo publicar algo de
literatura. Como gosto do trabalho dele, fico feliz de poder "inaugurar"
esta idéia com ele. Breve, mais, de mais gente. posted by claudia bia at 10:14
PM
Uma série de
coincidências, desde baixar uma música dela meio por acaso, até ver
anúncio do CD dela na tv (ih, que sinal duvidoso!) me levaram a procurar
mais coisas da Diana Krall no Kazaa. Uma cantora de jazz, com
repertório pop-clássico de cantora de jazz, bonita como o mercado atual
exige... boa para ouvir em dias de calor. Assim, refrescante. Não chega
aos pés de Billie Holiday, é óbvio. Mas é bonito. posted by claudia bia at 10:07
PM
Faz tempo que não coloco
nada dos Sims aqui... hoje, a psicologia das compras online sem
gastar nada: é um prazer baixar, dos milhares de fan-sites com objetos,
paredes, chão, roupas, coisinhas lindas pra construir uma super-casa,
daquelas que eu nunca vou ter na vida real. Mas no universo sims, depois
de muito rosebud (quem joga, sabe os códigos...), posso escolher o
que quero e construir o que imagino. Ai, delícia! Pena que muitos sites
tenham virado sites pagos. E nós, que não temos cartão de crédito
internacional nem dinheiro pra rechear um cartão de crédito
internacional... temos nossas deliciosas "compras" limitadas aos sites
gratuitos. Ah, logo logo, uma entrevista com Koromo, do Persimmon Grove.
Vai valer a pena! posted by claudia bia at 8:12
PM
Bom,
confesso que hoje estou sendo meio falsa. Ontem lembrei do Sha Na Na, uma
banda que em 1969 resolveu fazer revival dos anos 50... muito antes dos
Stray Cats, né? Uma banda meio cômica que ainda está na ativa. Minha
falsidade: peguei um bocado de músicas deles no Kazaa, mas ainda não parei
pra ouvir... De qualquer jeito... Sha Na Na, vai saber que percursos
mentais me fizeram lembrar deles! (a performance deles em Woodstock é uma
quebra de clima, inesquecível!!!) posted by claudia
bia at 3:43
AM
A internet cada vez mais me dá uma sensação de
urgência... a impressão de que tudo está disponível acaba virando um
aproveite antes que acabe. Tinha este site inglês em que a gente
entrava e criava avatares, vestindo pessoinhas pra criar alguém parecido
com a gente, com os amigos, etc e tal, pra usar em chats, em sites, o que
se imaginasse. Bom, eles queriam vender o serviço, o que dificulta a vida.
Dificil ganhar dinheiro com uma idéia, né? Pois é, fui procurar novamente
o site, pra criar mais figurinhas, e cadê? Depois de horas de procura
no Google, descobri que o site fechou. Quantas experiências assim a gente
tem? Internet: o que vc achar, aproveite agora. Vai saber o que vai
acontecer amanhã!!! (pra quem me conhece, meu avatar parece
comigo???) posted by claudia bia at 3:38
AM
dedicated to Flávio, o exigente... Só
porque estou me sentindo bem... só porque estou com a televisão sem som, e
ouvindo meu úlitmo CD pessoal, direto do Kazaa para meus ouvidos... Duas
trilhas com temperaturas diferentes (procure, Flávio, deixa de ser
preguiçoso... e eu mando o Nick Cave pra vc, pode deixar!): DAVID BOWIE (quem
mais?) - I´M AFRAID OF AMERICANS que, aparentemente, tem 1000
remixes... e que as minhas orelhas capturam meio que iguais, mas sempre
ótima! Ah, aquele show em Curitiba... MORCHEEBA - SAO PAULO obviamente, o nome me achou a atenção,
mesmo sem o til. É linda, leve, ouça! posted by
claudia bia at 2:18
AM
LUIZ "BARATA"
CICHETTO é amigo das antigas... antigas mesmo! Estávamos sem contato
nenhum há uns... 20 anos, uma coisa assim. Nos reencontramos agora, pela
internet... Santa Internet, batman! Também, ele criou um site (no ar desde
1997) com um conteúdo imenso, que inclui rock, literatura e muito mais, e
que merece muitas visitas: A Barata tem uma multidão de acessos por dia e cerca de
200 colaboradores, é coisa! Ele é paulistano, tem 44 anos e uma longa
experiência em internet, é poeta (diz que não se considera poeta, mas é,
sim...) e roqueiro daqueles que mantém a memória olhando também para o que
acontece agora. Tem até um slogan esclarecedor: Rock é Atitude! Com
ele inauguro minhas e-ntrevistas. Vamos ao que interessa: Existe visibilidade na
internet para a cultura alternativa? Como vc lida com isto no seu site?
Visibilidade depende de vários fatores, com algum esforço a
gente consegue até ficar visivel. A Internet pressupõe um espaço
democrático e até certo ponto é assim. É claro que existem fatores
economicos que influenciam. O problema maior que eu vejo, depois de 5 anos
com um site de cultura na rede não é com relação a visibilidade, pois
alcançamos uma marca interessante de quase 3.000 acessos por dia, o maior
problema é fazer com que realmente as pessoas sejam participativas, isto é
que usem a propalada interatividade, muito pouco usada. As pessoas ainda
não entenderam isso, ainda existe a ditadura do esquema antigo da
imprensa. E a Internet não é jornal, nem revista, nem rádio ou televisão.
è tudo isso ao mesmo tempo.
-Vc navega muito, descobre bandas,
autores etc pela rede?
Na verdade não navego muito não,
atualmente. As bandas e autores são quem nos enviam material. Abrimos um
espaço sem censura de nenhum tipo, não existe escolha, todos
indistintamente são publicados.-
Quais os seus endereços
fundamentais na internet?
Alguns endereços acesso
constantemente, que são: Whiplash, o Mundo do Rock. Leio noticias no site do Terra.
inclusive alguns ótimos jornais ao vivo. Como disse não navego com muita
frequencia. Uso muito a net para buscar sons em Mp3, particularmente, sons
antigos de bandas de Rock Nacionais.
Passando pra música, vc
que é roqueiro das antigas, abre espaço no seu coração roqueiro para
bandas novas? Quais?
Francamente, hoje a coisa é mais uma
repetição do que foi feito há 20, 30 anos. Meu coração de roqueiro tem
amores antigos que nçao troco por nada... Absolutamente não é nenhum tipo
de preconceito, mas acho tudo muito sem criatividade. Quem escutou
Hendrix, Page, não consegue achar Malmsteen um bom guitarrista, quem
escutou Janis, não dá pra achar que a garota do Nightwish cante bem... e
por ai vai. - Vc acha que literatura e internet fazem uma
mistura quente, viva? Como vc imagina que esta junção poderia ficar
melhor?
Sinceramente, não acredito na internet como uma mistura
quente com a literatura, ao menos não por muitos anos, embora eu a use
abundantemente para divulgar meus textos e de outros autores. A questão é
que a maioria das pessoas não consegue ler, principalmente textos longos,
na tela do computador. Existe a magia, o cheiro do papel, o manusear e
colocar um livro debaixo do braço ou do travesseiro. É extremanente
desconfortável ler no computador. De qualquer forma foi um espaço que
passou a existir e é muito barato e acessivel se montar uma página e
publicar nossos escritos, o que a torna, senão quente, uma mistura morna.
Não acredito entretanto que a internet vai algum dia substituir os livros.
Esses sim, são vivos!
Concorda? Tem outras idéias? Comente e
visite A Barata!
Começamos a madrugada
passada assim: Luciano mexendo nas entranhas do template, conseguindo não
só fazer com que os links de arquivos funcionem, mas que fiquem mais
legais do que estariam no original, se o original fizesse o favor de
funcionar. De novo: OBRIGADA, LUCIANO!!!!! Eu fico aqui do outro
lado parecendo pai na hora do parto, e ele, eficiente, fuça e faz este
100sal ir ficando com a cara que eu quero. Ai, que inveja, tb quero
saber fazer! Mil idéias de transformar o Luciano no anjo da guarda dos
bloggeiros. posted by claudia bia at 1:28
PM
ih, agora que este blog tem mais dias de
vida, começa um novo problema... pq o link dos arquivos não funciona?
Luciano, meu guru, que eu ainda nem agradeci direito ter finalmente
colocado a mãozinha com o saleiro aí no lugar onde eu queria que ela
ficasse (obrigada, Luciano!!!)... o que pode ter acontecido desta
vez??? Ajuda! Ajuda! posted by claudia bia at 9:36
PM
Catei este comentário do meu amigo Flávio Jacobsen, pq
ele fica melhor aqui: ei, sobre a indústria fonográfica,
ainda.... sabe qual é o cd da sony mais vendido hoje? mais do que qualquer
artista do cast da gravadora? bem, é o cd virgem!!! nao se preocupe, minha
cara eles continuam lucrando. ha ha ha ha!!! beijos, flávio
Flávio, mas o lucro dos cds virgens é bem menor do que dos
produtos artísticos, né? Se as gravadoras raciocinassem do mesmo jeito
para os 2 produtos, ou os cds virgens iam estar custando umas 3, 4 vezes
mais... ou a gente poderia comprar cds oficiais por um preço acessível.
Pois é, acho que são departamentos separados... posted by claudia bia at 9:32
PM
Certo, tenho que admitir...
sou viciada em internet... Dá pra acreditar que pra relembrar como é que
se faz um barquinho de papel, fui procurar no Google???? posted by claudia bia at 1:16
AM
Que tal fazer fazer pequenas entrevistas por email
com gente interessante e publicar aqui no blog? Já estou fazendo uma
listinha de pessoas que tenham coisas interessantes pra dividir com a
gente... já fiz até meu primeiro convite. Acho que vai ser uma boa coisa!
Afinal, falar só do que eu acho, eu gosto, eu
descubro, vai ser sempre pouco. Vou temperar este 100sal com gente
mais substanciosa! Que tal??? posted by claudia bia
at 5:49
PM
Há muitos e muitos anos, a
senhora consome parte do meu orçamento pessoal, além de dominar minhas
listas de presentes de Natal, aniversário e amigo secreto. O que quer
dizer que os orçamentos pessoais das pessoas que sempre me deram presentes
também tem sido afetados ao longo dos anos. Houve época em que fui
aconselhada a diminuir meus gastos com discos (na época em que se chamavam
discos...), para poder melhorar de vida. Ter música em casa sempre foi
necessidade básica para mim. E, claro, sempre peguei discos emprestados
para gravar minhas fitinhas cassete... houve um tempo até em que eu
treinava a rapidez dos meus dedos para gravar músicas que tocavam em
rádio, no tempo em que um número muito maior de estações de rádio tocavam
música que, pelo menos para mim, valiam o esforço. Quando o CD se tornou
uma realidade, minha despesa aumentou e o número de obras que eu conseguia
comprar diminuiu muito. CD sempre foi bem caro. Caçar ofertas virou um
esporte muito praticado entre meus amigos. Gravadoras sempre ganharam
muito dinheiro, meu e de muita, muita gente. Já estive em algumas sedes de
gravadoras e nunca vi nenhuma modestinha, sem luxo. Sempre vi muita gente
trabalhando na divulgação, enchendo a imprensa de brindes e salgadinhos.
Sempre soube o grosso do dinheiro da venda de discos fica com a gravadora,
os artistas vivem mesmo é dos shows que fazem... claro, pra fazer shows
tem que ter o trabalho divulgado, as gravadoras tem o monopólio das
relações com tv, rádio e publicações da big midia... os artistas aceitam o
jogo para lucrar mais adiante. Como descreveu Chico Buarque... a voz do
dono e o dono da voz. Toda esta longa carta é pra dizer que, pela primeira
vez na História, a senhora, dona indústria fonográfica, perdeu a
exclusividade de acesso à tecnologia que permite produzir a mídia que
vende. Ninguém fazia vinis piratas, a qualidade das fitas cassete sempre
foi insuficiente. CDs, a gente pode fazer em casa. Menos sofisticados, sem
capas e encartes impressos em gráfica, até com uma pequena queda na
qualidade sonora, mas CDs. Irmãos dos produtos que a senhora vende. E nós,
que não temos mais dinheiro para comprar tudo o que nos interessa, pelo
preço que a senhora nos tenta impor, unimos a capacidade de fazer nossos
cedezinhos domésticos à facilidade de trocar músicas pela internet. Na
minha experiência pessoal, vejo que esse trabalho de formiguinha amplia o
público. Quantas pessoas ouviram uma música baixada pela internet e foram
comprar o CD em loja, depois? Mas a senhora, ao invés de procurar uma
solução que torne mais ace$$ível o CD, resolve brigar na Justiça. Faliram
o Napster, processam o Kazaa, e agora é processada por ele, numa briga
perdida. Está na hora de repensar o seu comportamento no Mercado. Está
na hora de procurar saber o que a sua clientela deseja. Está na hora de
parar de tentar nos fazer de escravos, o que sempre fomos, porque agora
estamos com umas ferramentas nas mãos que questionam o seu modus operandi.
Mude para sobreviver, senhora indústria fonográfica! Não é isso que dizem
pra nós, mortais comuns, quando o desemprego morde nossos calcanhares?
Admita: a senhora perdeu parte do seu poder. Transforme-se. posted by claudia bia at 12:35
AM