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Quinta-feira, Fevereiro 27, 2003

MULHERES TRABALHANDO


Momento pesquisa: estou procurando blogs e sites de Brusque para colocar links locais aqui no 100 Sal. Alguns amigos já estão na minha listinha, mas aproveito para descobrir coisas novas. Se a garimpagem for boa, eu aviso. E quando terminar, eu volto. Cansada mas feliz...
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Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003


QUANDO EU ERA CRIANÇA


Quando eu era criança, não existia Barbie no Brasil
Quando eu era criança, não existia McDonald´s no Brasil
Quando eu era criança, a gente não via televisão durante o dia
Quando eu era criança, a gente só tomava refrigerante nos finais de semana.
Quando eu era criança, era uma festa sair pra comer misto quente.
E tomar colegial de chocolate.
Quando eu era criança, nada disso se chamava fast food. Ainda.
Quando eu era criança, as férias de verão duravam 3 meses.
A gente tinha menos dias de aula,
mas eu acho que, mesmo assim, aprendia mais coisas.
Quando eu era criança, o faz-de-conta ainda estava bem vivo.
Eu fui criança antes do Atari, e fui criança antes da maquiagem infantil.
Quando eu era criança, eu tinha pesadelos com a bomba atômica,
Mas eu acho que eu não entendia direito o que era.
Quando eu era criança, eu cantava músicas de criança,
Mas assistia todo ano os festivais da Record...
Quando eu era criança, eu lia Monteiro Lobato.
Isso foi antes da primeira série do Sítio do Picapau Amarelo na Globo.
Quando eu era criança, eu queria ser professora.
Quando minha irmã era criança, ela ganhou uma boneca Amiguinha da minha avó.
Mas eu tinha uma Gui-Gui.
Quando eu era criança, eu era criança mesmo.
Mesmo que achasse que não era mais criança.
Eu comia muitos Lanches Mirabel. E tomava muito Lanjal.
Quando eu era criança, ainda não se usava protetor solar.
A gente não usava, pelo menos.
E a gente tomava laranjada, não suco de laranja.
Quando eu era criança, existiam muitas bonecas de papel!
Existia a revista Recreio, a original!
E a gente não conhecia origami.
Quando eu era criança, eu não parecia uma miniatura de adulto.
Os elásticos de cabelo eram os mesmos que se usam em dinheiro.
Ninguém dizia que arrebentavam o cabelo.
Quando eu era criança, eu amava folhas de papel em branco.
E desenhava com... como era mesmo o nome daquelas canetinhas?
Quando eu era criança, tive sarampo e catapora.
Quando eu era criança, entregavam o pão em casa.
Deixavam do lado de fora da porta.
Era bom, quando eu era criança.
Eu tinha 2 avós e 2 avôs, e tinha pena das crianças que não tinham.
E nem parece que faz tanto tempo.


(passei o dia inspirada pela maratona de comentários de ontem no Querido Leitor (link ao lado), fui obrigada a colocar minha infância "no papel"...
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Terça-feira, Fevereiro 25, 2003

BRINQUEDO NOVO


Ontem chegou uma caixa grande do correio... um presente mandado pela minha irmã. Uma cremeira! Ela é assim: Só que a rodinha que está descansando nessa foto encaixa dentro do corpo da cremeira, que é uma leiteira com tampa e essas rodinhas teladas dentro. Pra que serve? Pra fazer espuma. De leite. Bom, também já fiz muita espuma de detergente, pra limpar - a espuma fica dura, pra pra tirar de colher. Agora preciso descobrir o que mais posso fazer com a minha cremeira no verão. No inverno, vou tomar deliciosos capuccinos - li em algum lugar que o capuccino original é feito com espuma de leite, leite e café, essa coisa de chocolate veio depois, nas modernidades... Ontem, na estréia, tentei fazer um frapê com leite e nescau... O resultado foi meio apartheid, espuma quase branca por cima, um pouco de nescau propriamente dito no meio e uma espécie de calda embaixo. Ficou doce. Muuuito doce, acho que eu iria adorar quando era criança e colocava 7 colheres de açúcar no nescau (credo, só de pensar, arrepia!). Então, alguma idéia?
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Segunda-feira, Fevereiro 24, 2003

O NOME

Hoje, pela primeira vez desde que comecei o 100SAL, fiquei pensando sobre o nome "ni si". Fiquei imaginando alguém à procura de uma dieta sem sal, questão de saúde, achando isto aqui e morrendo de decepção. Então, pra não correr o risco de decepcionar alguém, fui procurar uma receita do livro Sal Assassino, que tenho há décadas (mesmo), que, inclusive, já fiz várias vezes. É bom! Até para viciados em sal, como nós todos somos. Aí vai:

MARINADE DE GALINHA

1/2 xícara de azeite de oliva
1 colher de sopa de vinagre
2 colheres de sopa de vinho branco
1/4 de colher de chá de pimenta branca
1/2 colher de sopa de alecrim
1/2 colher de chá de estragão
1 dente de alho esmagado
1 folha de louro

Combine todos os ingredientes e bata-os bem até formarem uma emulsão grossa. Use em qualquer preparação de galinha e então grelhe, cozinhe ou asse. É bom deixar o frango descansar com o tempero por 2 a 6 horas.

Assado e grelhado é muito bom, e dá pra substituir as ervas pelas que vc gostar mais ou tiver à mão.
O nome do livro é Sal Assasino (Killer Salt), a autora é Marietta Whittlesey e a editora é a Ground, de muitos títulos importantes para o lado mais alternativo da minha vida. Não sei se está esgotado... (tenho a primeira edição, de 1982).

Bom apetite!!!
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Domingo, Fevereiro 23, 2003

LIÇÃO DE CASA


Finalmente terminei minha tarefa de hoje... que eu estava me prometendo há semanas... aí ao lado estão meus links favoritos, ou uma parte deles... Não ficou uma coisa linda, mas acho que funciona. Se algo estiver errado, agradeço avisos! E sugestões pra deixar mais bonitinho, tb...
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TRILHA PARA SÁBADO...


Só está tocando na minha cabeça... As pop-perfeitas Trash e Beautiful Ones, do Suede... Peguei vidoclips deles no Kazaa, simples e bons. Suede é garantido!!!
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Sexta-feira, Fevereiro 21, 2003

DE NOVO, MEMÓRIA!!!


Tinha prometido pra Heloisa, embora o Miguel tenha dito que era fácil... este site sobre a série A Feiticeira tem coisas incríveis! Incluindo músicas cantadas pela Samanta e pela Serena (sempre adorei a Serena, a prima hippie e sacana!!!) na série, além de versões cantadas da música tema, raras... Onde esse povo consegue essas maravilhas? Well, melhor aproveitar e fazer download de tudo!!!
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TRILHA PRA NOITE DE SEXTA


O dia inteiro pensei nela... Agora estou ouvindo... Grace, música de Life on Other Planets, CD do ano passado do Supergrass. Ai, que delícia! Mistura de T. Rex com chiclete!!!! Peguei o CD inteiro no Kazaa, assim que soube que existia, mas nem imaginava que ia me apaixonar tanto por uma das músicas. Pena que não existe um único lugar, pelo menos que eu conheça, em que se possa ir e dançar uma gostosura dessas! Ai, que saudades... tanto dos velhos tempos em que havia lugares que só tocavam rock, quanto do Nïas, em SP, que existe e tem uma programação infinitamente melhor do que os lugares que, geograficamente, eu posso frequentar!!!!
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Quarta-feira, Fevereiro 19, 2003


Antonio Carlos Monteiro, o Tony, é meu amigo há algo em quase 30 anos. A gente se conheceu no tempo que email se chamava carta... Indiretamente através da Revista Pop (conto esta história nos comentários... acho que nem o Tony lembra!). Com o passar do tempo, eu virei alternativa da província e ele, crítico de rock respeitado. Como eu pedi um resumo de briografia para ele, vamos a um rápido "Tony por ele mesmo":

Tenho 44 anos, nasci em São Paulo. Comecei a escrever sobre rock em 85, como setorista das revistas Roll, Mix e Metal em SP. Com o fim dessas revistas, comecei como colaborador da ROCK BRIGADE em 89 (minha primeira matéria saiu na edição 41 - em março agora sai a de nº 200 - é chão...). Três anos depois, fui efetivado na empresa e estou lá até agora. Colaborei (e colaboro) também com várias publicações menores mas nem por isso menos interessantes, como o Metal Gods e o extinto Contracorrente (era bão!).
Também maltrato uma Fender Stratocaster numa banda de rock setentista chamada Big Bang (aquela explosão que deu início ao universo, sabe?) e dou minhas cacetadas como produtor. Já produzi a primeira demo da banda Rockteers, o segundo álbum do Rei Lagarto (Free Fall) e o primeiro de uma banda punk cristã (ainda inédito) chamada Ruptura.

Bom, posso complementar que ele tem uma certa alergia a internet e computadores em geral. E agora, a e-ntrevista propriamente dita:

Mesmo não sendo adepto da internet, como vc vê o impacto da rede no universo do rock?

Enorme!! Não dá pra negar isso! Quando eu comecei a me interessar por música, nos idos anos 70, era um transtorno pra conseguir qualquer informação, por mais simples que fosse. Hoje é só clicar que cai tudo na sua mão. É bem verdade que perdeu um pouco daquele charme de "eu consegui" que existia antigamente, mas em termos práticos, ficou bem melhor. Também para as bandas é uma mão na roda, você não depende mais do boca-a-boca ou da boa vontade da mídia para divulgar seu trabalho. Também é verdade que deu uma nivelada por baixo, qualquer pé-de-chinelo já faz um site e bota sua banda como se fosse a oitava maravilha do mundo, mas é aí que entra o público: pra separar o que é uma merda do que não é.

Qual a sua opinião sobre o conflito gravadoras X mp3?

Não me preocupo com as gravadoras nessa briga, mas sim com os artistas. Tem um cantor que eu detesto, chamado Lenine, mas que, apesar disso, mandou uma declaração perfeita: "Não posso dar de graça a única coisa que tenho pra vender." Por esse lado, o mp3 é imoral. Agora, por outro, ele é excelente, conforme falamos na pergunta anterior, para bandas iniciantes que querem divulgar seu trabalho - ou mesmo para bandas maiores, que divulgam apenas trechos de músicas de seus novos discos para instigar os fãs a comprarem. Resumindo: falando de um mundo perfeito e que nem imagino como seria possível viabilizar em termos práticos, o ideal seria que o próprio artista decidisse o que iria para a rede. Agora, pegando carona nisso, muito pior é o caso da pirataria. E o criminoso não é o pobre coitado que vende CD pirata no centro das grandes cidades, mas sim os bandidões que viabilizam esse material e o ladrãozinho que em algum ponto roubou a gravação antes de ela chegar às lojas (no caso de discos inéditos, é lógico). E, além da crise que impede o povo de comprar discos etc. e tal, que tal diminuir a carga tributária que incide sobre os CDs? O preço ia cair inevitavelmente. E que tal as gravadoras diminuírem um pouco sua margem de lucro, com o mesmo objetivo? Ou seja, muita gente reclama mas poucos concordam em abrir mão de alguma coisa. Fica difícil.

Existem sites que vc gosta de visitar? quais os endereços? (não vale o da Brigade!)

Caros amigos leitores/colaboradores do 100 sal: sim, confesso, eu DETESTO computadores. Isso aqui nada mais é do que obrigação pra mim. Só acesso sites por obrigação de trabalho (pesquisa) e por amizade. Nesse último, se enquadram o do Rei Lagarto, já que sou amigo dos caras, produzi o segundo CD deles e tal, o 100 sal (é sério!) e só! A Claudia diz que não vale, mas acesso direto o site da ROCK BRIGADE pra ver o que a garotada está postando de mensagem na página aberta às opiniões - esse é um excelente termômetro para definirmos nossos passos seguintes.

Dos anos 80 pra cá (desde a época em que virou lugar comum dizer que não é feito nada de novo no rock), o que aconteceu de mais marcante - de preferência positivamente - na música?

Não ficou lugar comum coisa nenhuma dizer que não aconteceu nada do final dos anos 80 pra cá. O fato é que não aconteceu nada MESMO. Pense bem: depois do boom do heavy metal, nos anos 80, qual o outro movimento musical (em se tratando de rock) que realmente mexeu com as estruturas. Nenhum. Falam no tal do grunge, mas esse troço já acabou e Nirvana, que é considerado um ícone do estilo, não tem nada a ver com grunge, aquilo é um punk rock simples, mesmo. Como sempre acontece (The Doors é o melhor exemplo), se o maluco do Kurt não tivesse estourado o coco a banda hoje mal seria lembrada. Os anos 90 foram a década perdida, sim.

Quais as bandas novas - nacionais e de fora - em que vc aposta?

Nacionais: Eterna (power melódico, os caras fazem excelentes músicas e têm vocais perfeitos); Tuatha de Dannan (uns mineiros que fazem uma mistura de heavy metal com Jethro Tull, com direito a gnomos, fadas e muito fumacê - brilhante!)
Internacionais: stoner rock em geral (Hellacopters, Firebird), Andrew WK (festa, festa!!), Nashville Pussy (rock´n´roll & putaria) e Rock City Morgue (nova banda de Sean Yseult, ex-baixista do White Zombie e que agora faz um rock que mistura Stones, New York Dolls e Ramones - pra se ter uma idéia, o apelido de um dos guitarristas é Ace Thunderperry, em homenagem a Kiss, New York Dolls e Aerosmith. Só lançaram um EP de seis músicas até agora, mas vale ir atrás).


Recado final: Quem quiser xingar, concordar, desancar, contratar, discordar é só teclar.
Paz e rock.



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Terça-feira, Fevereiro 18, 2003

QUER BRINCAR TAMBÉM?


Tem opções mais pra séria, mais pra bobajada, pra meninas, meninos, molecada e adultos meio infantis como eu...
A maior coletânea de testes da internet brasileira!
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A FEBRE DOS TESTES...


Não, acabei não resistindo... depois de ver em centenas de blogs os selos com resultados dos testes mais malucos, acabei de enfiando em alguns deles... Os resultados:
QUE THE SIMS VOCÊ É?


Que The Sims você é?


e tem mais um, que me deixou muito aliviada por estar em um nível aceitável de loucura...
VOCÊ É LOUCO?

Você é louco? por Alito


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CALOR INEXORÁVEL


Quem consegue comer as bananas antes que o calor as amadureça demais?
Quem consegue dar conta de viver assim?
Aquela frente fria, vem ou parou no meio do caminho?
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Segunda-feira, Fevereiro 17, 2003

MÚSICAS REFRESCANTES
CAPÍTULO FINAL



Passei parte da tarde ouvindo Billie Holiday, depois de pegar umas 30 músicas dela no Kazaa. Agora, é definitivo: apesar da intensidade, da dor, da história dela, a voz de Lady Day é definitivamente refrescante. E como este verão parece que nuuunca vai acabar (alguém lembra do primeiro inverno do Bambi?), acho que vou ouvir Billie Holiday pelos prósimos meses...
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MAIS MEMÓRIA AINDA


Como gastar a hora extra que a gente pensa que ganha no final do horário de verão? Assistindo Cantando na Chuva, claro. Alguém na Globo gosta da gente, ainda que muuuuito de vez em quando.. Como sempre, delicioso, uma fórmula de nós que se desatam rápido, sem tempo de criar agonia na gente. Que coisa boa, que músicas gostosas, que história... histórica!
Como sempre, eu fico me perguntando o que o número com a Cyd Charisse está fazendo lá. Lindo, sexy... e tão fora do filme que parece outra coisa!

Não que eu esteja reclamando, acho até que já li algo sobre, mas esqueci. Alguém sabe?
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MAIS MEMÓRIA


Aqui eu também me esbaldei... fotos e temas de séries e desenhos antigos e novos. Fiquei tremendamente aliviada em saber que a série Nós e o Fantasma não foi um delírio da minha imaginação... eu adorava assistir, mas nunca soube de reprise.
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Domingo, Fevereiro 16, 2003

MEMÓRIA



Se vc tem mais idade do que gosta de admitir, vá direto ao túnel do tempo
da sua memória televisiva!!! Entre aqui e reveja o "tá na hora de dormir"... e muitos outros anúncios dos velhos tempos da TV. Também tem coisas de programação, mas os "reclames" são o máximo! Ah, a página faz parte do Centro Cultural São Paulo.
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Ela, Rosana Hermann, uma das pessoas de TV que tem textura de gente de verdade, redatora brilhante, apresentadora que une inteligência e proximidade (da gente), blogueira 24 horas por dia, fonte de informação constante... Um doce de criatura, que teve a gentileza de mandar as respostas para esta e-ntrevista justamente no dia em que estreou seu novo projeto televisivo, o Tudo Avon (sábados, 14:15 hs, na Rede TV). Vamos às suas palavras!!!
em visual "pleno verão"!!!

Como foram os seus primeiros contatos com a internet, amigáveis, hostis...?

Eu vim da BBS do Mandic, usava videotexto desde o princípio dos tempos. Por isso, o contato com a Internet vou uma evolução esperada do mundo das inter-relações eletrônicas. Nesse sentido, sempre foram amigáveis. A hostilidade só veio depois, porque faz parte da raça humana.

Migrar de um site para um blog aparentemente aproximou muito vc dos seus, agora, "queridos leitores". Como vc percebe esta proximidade?

Pela relação de compromisso que temos entre nós. Se eu não consigo postar, ou responder comentários, sinto-me em falta com essas pessoas que fazem parte da minha vida. E, se elas não comentam, se eu não posso interagir, sinto falta delas e do blog. Para mim, o querido leitor é um espaço 'vivo' de comunicação.

Além do Google (sua paixão! ), o que mais é fundamental na sua rotina na web?

Ah, o Google...divulgo o google desde que ele foi criado, acho o máximo, queria trabalhar lá ou ser colaboradora de alguma forma, talvez como embaixatriz!! Mas navego por muitos lugares. Adoro o news do google, o DrudgeReport, do jornalista americano Matt Drudge, leio sempre as páginas em portugues da CNN e da BBC e, no Brasil, visito diariamente os sites que compilam notícias de minuto a minuto, como o Diário do Grande ABC Online. O fundamental, no entanto, é encontrar ilações, relações , sinapses, entre as notícias e os dados ligados a ela que podemos encontrar na web.

De que forma vc gostaria que a internet evoluísse nos próximos anos?

Eu gostaria que o ser humano evoluísse através da web. A web é o arquivo-vivo de todos nós, com nosso passado, presente e futuro. É um instantâneto multimídia do estágio evolutivo em que nos encontramos, quase, um cyber-termômetro. Se o mundo nos parece cruel e agressivo é porque a humanidade está assim. Eu queria que a humanidade começasse pelo mais fácil, apenas, não atrapalhando o seu semelhante, não fazendo mal ao próximo. Aí, quem sabe um dia, com a ajuda de Deus a gente um dia chegasse ao ideal de amar ao próximo como a si mesmo...

Rosana, agradeço de novo a sua atenção, e espero que mais e mais gente assista vc e entre no Querido Leitor, meu favorito de todos os dias!

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MAMÃE, DEMORA MUITO ATÉ CHEGAR MAIO???

Está programado para maio o lançamento de mais uma expansão para os Sims, a sexta, depois dos sims originais. Desta vez, nossos sims vão poder virar astros... de cinema, da passarela ou da música, com todas as conseqüências do estrelato, paparazzi, fãs, spas. Ah, maio? Por enquanto, é imaginar como vai ver, vendo os screenshots do site oficial:

É olhar para os detalhes e imaginar... desta vez a gente vai junto com eles ao trabalho... imagino que chegar ao estrelato vai ser beeeem complicado!

Decididamente, o povo da Maxis tem uma imaginação fértil! O que mais falta nos Sims, além da capacidade de trancar as portas... o que pessoalmente eu acharia fundamental!
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FINALMENTE VOLTOU O ACESSO AO BLOGGER!
QUE AGONIA!!!


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Quinta-feira, Fevereiro 13, 2003

TRILHA PARA DIAS QUENTES


Não suporto mais este calor que trava meu cérebro, meu corpo e meu ânimo.
Que música refresca a sua alma no verão? Enquanto eu penso na minha lista,
escreva a sua aí embaixo...
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Terça-feira, Fevereiro 11, 2003

PERSONAGENS


O pânico que paira sobre a página branca
É meu
E tão somente

O pão que padece de calor quase desanda
É meu

Ainda o homem por trás desta opaca cortina
E este que escreve
Quase qual não me pertence

Outro que ausente
Faz tanto barulho e só a mim silente desatina
E ainda a musa que a tantos apetece

É minha, e a um toque
Só de mim desaparece


FLÁVIO JACOBSEN

pedi para o Flávio uma poesia dele pra trazer aqui pro 100sal, estava me devendo publicar algo de literatura. Como gosto do trabalho dele, fico feliz de poder "inaugurar" esta idéia com ele. Breve, mais, de mais gente.
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TRILHA DO DIA


Uma série de coincidências, desde baixar uma música dela meio por acaso, até ver anúncio do CD dela na tv (ih, que sinal duvidoso!) me levaram a procurar mais coisas da Diana Krall no Kazaa. Uma cantora de jazz, com repertório pop-clássico de cantora de jazz, bonita como o mercado atual exige... boa para ouvir em dias de calor. Assim, refrescante. Não chega aos pés de Billie Holiday, é óbvio. Mas é bonito.
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Domingo, Fevereiro 09, 2003

BRINCAR DE CASINHA

Faz tempo que não coloco nada dos Sims aqui... hoje, a psicologia das compras online sem gastar nada: é um prazer baixar, dos milhares de fan-sites com objetos, paredes, chão, roupas, coisinhas lindas pra construir uma super-casa, daquelas que eu nunca vou ter na vida real. Mas no universo sims, depois de muito rosebud (quem joga, sabe os códigos...), posso escolher o que quero e construir o que imagino. Ai, delícia! Pena que muitos sites tenham virado sites pagos. E nós, que não temos cartão de crédito internacional nem dinheiro pra rechear um cartão de crédito internacional... temos nossas deliciosas "compras" limitadas aos sites gratuitos. Ah, logo logo, uma entrevista com Koromo, do Persimmon Grove. Vai valer a pena!
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TRILHA...

Bom, confesso que hoje estou sendo meio falsa. Ontem lembrei do Sha Na Na, uma banda que em 1969 resolveu fazer revival dos anos 50... muito antes dos Stray Cats, né? Uma banda meio cômica que ainda está na ativa. Minha falsidade: peguei um bocado de músicas deles no Kazaa, mas ainda não parei pra ouvir... De qualquer jeito... Sha Na Na, vai saber que percursos mentais me fizeram lembrar deles! (a performance deles em Woodstock é uma quebra de clima, inesquecível!!!)
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COISAS QUE SOMEM

A internet cada vez mais me dá uma sensação de urgência... a impressão de que tudo está disponível acaba virando um aproveite antes que acabe.
Tinha este site inglês em que a gente entrava e criava avatares, vestindo pessoinhas pra criar alguém parecido com a gente, com os amigos, etc e tal, pra usar em chats, em sites, o que se imaginasse. Bom, eles queriam vender o serviço, o que dificulta a vida. Dificil ganhar dinheiro com uma idéia, né? Pois é, fui procurar novamente o site, pra criar mais figurinhas, e cadê?
Depois de horas de procura no Google, descobri que o site fechou. Quantas experiências assim a gente tem? Internet: o que vc achar, aproveite agora. Vai saber o que vai acontecer amanhã!!!
(pra quem me conhece, meu avatar parece comigo???)
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Sábado, Fevereiro 08, 2003

TRILHA DA MADRUGADA


Flávio, então tá... que tal DO YOU WANNA TOUCH ME, da Joan Jett? Peguei o clip hoje, me esbaldei! Tens?
Boa ressaca!
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TRILHA DO DIA


dedicated to Flávio, o exigente...
Só porque estou me sentindo bem... só porque estou com a televisão sem som, e ouvindo meu úlitmo CD pessoal, direto do Kazaa para meus ouvidos... Duas trilhas com temperaturas diferentes (procure, Flávio, deixa de ser preguiçoso... e eu mando o Nick Cave pra vc, pode deixar!):

DAVID BOWIE (quem mais?) - I´M AFRAID OF AMERICANS que, aparentemente, tem 1000 remixes... e que as minhas orelhas capturam meio que iguais, mas sempre ótima! Ah, aquele show em Curitiba...

MORCHEEBA - SAO PAULO obviamente, o nome me achou a atenção, mesmo sem o til. É linda, leve, ouça!
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Quinta-feira, Fevereiro 06, 2003


LUIZ "BARATA" CICHETTO é amigo das antigas... antigas mesmo! Estávamos sem contato nenhum há uns... 20 anos, uma coisa assim. Nos reencontramos agora, pela internet... Santa Internet, batman! Também, ele criou um site (no ar desde 1997) com um conteúdo imenso, que inclui rock, literatura e muito mais, e que merece muitas visitas: A Barata tem uma multidão de acessos por dia e cerca de 200 colaboradores, é coisa! Ele é paulistano, tem 44 anos e uma longa experiência em internet, é poeta (diz que não se considera poeta, mas é, sim...) e roqueiro daqueles que mantém a memória olhando também para o que acontece agora. Tem até um slogan esclarecedor: Rock é Atitude! Com ele inauguro minhas e-ntrevistas. Vamos ao que interessa:

Existe visibilidade na internet para a cultura alternativa? Como vc lida com isto no seu site?

Visibilidade depende de vários fatores, com algum esforço a gente consegue até ficar visivel. A Internet pressupõe um espaço democrático e até certo ponto é assim. É claro que existem fatores economicos que influenciam. O problema maior que eu vejo, depois de 5 anos com um site de cultura na rede não é com relação a visibilidade, pois alcançamos uma marca interessante de quase 3.000 acessos por dia, o maior problema é fazer com que realmente as pessoas sejam participativas, isto é que usem a propalada interatividade, muito pouco usada. As pessoas ainda não entenderam isso, ainda existe a ditadura do esquema antigo da imprensa. E a Internet não é jornal, nem revista, nem rádio ou televisão. è tudo isso ao mesmo tempo.

-Vc navega muito, descobre bandas, autores etc pela rede?

Na verdade não navego muito não, atualmente. As bandas e autores são quem nos enviam material. Abrimos um espaço sem censura de nenhum tipo, não existe escolha, todos indistintamente são publicados.-

Quais os seus endereços fundamentais na internet?

Alguns endereços acesso constantemente, que são: Whiplash, o Mundo do Rock. Leio noticias no site do Terra. inclusive alguns ótimos jornais ao vivo. Como disse não navego com muita frequencia. Uso muito a net para buscar sons em Mp3, particularmente, sons antigos de bandas de Rock Nacionais.

Passando pra música, vc que é roqueiro das antigas, abre espaço no seu coração roqueiro para bandas novas? Quais?

Francamente, hoje a coisa é mais uma repetição do que foi feito há 20, 30 anos. Meu coração de roqueiro tem amores antigos que nçao troco por nada... Absolutamente não é nenhum tipo de preconceito, mas acho tudo muito sem criatividade. Quem escutou Hendrix, Page, não consegue achar Malmsteen um bom guitarrista, quem escutou Janis, não dá pra achar que a garota do Nightwish cante bem... e por ai vai.
-
Vc acha que literatura e internet fazem uma mistura quente, viva? Como vc imagina que esta junção poderia ficar melhor?

Sinceramente, não acredito na internet como uma mistura quente com a literatura, ao menos não por muitos anos, embora eu a use abundantemente para divulgar meus textos e de outros autores. A questão é que a maioria das pessoas não consegue ler, principalmente textos longos, na tela do computador. Existe a magia, o cheiro do papel, o manusear e colocar um livro debaixo do braço ou do travesseiro. É extremanente desconfortável ler no computador. De qualquer forma foi um espaço que passou a existir e é muito barato e acessivel se montar uma página e publicar nossos escritos, o que a torna, senão quente, uma mistura morna. Não acredito entretanto que a internet vai algum dia substituir os livros. Esses sim, são vivos!

Concorda? Tem outras idéias? Comente e visite A Barata!


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NADA COMO TER UM AMIGO GÊNIO

Começamos a madrugada passada assim: Luciano mexendo nas entranhas do template, conseguindo não só fazer com que os links de arquivos funcionem, mas que fiquem mais legais do que estariam no original, se o original fizesse o favor de funcionar. De novo: OBRIGADA, LUCIANO!!!!! Eu fico aqui do outro lado parecendo pai na hora do parto, e ele, eficiente, fuça e faz este 100sal ir ficando com a cara que eu quero. Ai, que inveja, tb quero saber fazer! Mil idéias de transformar o Luciano no anjo da guarda dos bloggeiros.
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Terça-feira, Fevereiro 04, 2003

MAIS UM PEDIDO DE SOCORRO

ih, agora que este blog tem mais dias de vida, começa um novo problema... pq o link dos arquivos não funciona? Luciano, meu guru, que eu ainda nem agradeci direito ter finalmente colocado a mãozinha com o saleiro aí no lugar onde eu queria que ela ficasse (obrigada, Luciano!!!)... o que pode ter acontecido desta vez??? Ajuda! Ajuda!
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RESGATE


Catei este comentário do meu amigo Flávio Jacobsen, pq ele fica melhor aqui:
ei, sobre a indústria fonográfica, ainda.... sabe qual é o cd da sony mais vendido hoje? mais do que qualquer artista do cast da gravadora? bem, é o cd virgem!!! nao se preocupe, minha cara eles continuam lucrando. ha ha ha ha!!! beijos, flávio
Flávio, mas o lucro dos cds virgens é bem menor do que dos produtos artísticos, né? Se as gravadoras raciocinassem do mesmo jeito para os 2 produtos, ou os cds virgens iam estar custando umas 3, 4 vezes mais... ou a gente poderia comprar cds oficiais por um preço acessível. Pois é, acho que são departamentos separados...
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DEPENDÊNCIA DIGITAL

Certo, tenho que admitir... sou viciada em internet... Dá pra acreditar que pra relembrar como é que se faz um barquinho de papel, fui procurar no Google????
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Domingo, Fevereiro 02, 2003

E-NTREVISTAS

Que tal fazer fazer pequenas entrevistas por email com gente interessante e publicar aqui no blog? Já estou fazendo uma listinha de pessoas que tenham coisas interessantes pra dividir com a gente... já fiz até meu primeiro convite. Acho que vai ser uma boa coisa! Afinal, falar só do que eu acho, eu gosto, eu descubro, vai ser sempre pouco. Vou temperar este 100sal com gente mais substanciosa! Que tal???
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Sábado, Fevereiro 01, 2003

EXCELENTÍSSIMA SENHORA INDÚSTRIA FONOGRÁFICA

Há muitos e muitos anos, a senhora consome parte do meu orçamento pessoal, além de dominar minhas listas de presentes de Natal, aniversário e amigo secreto. O que quer dizer que os orçamentos pessoais das pessoas que sempre me deram presentes também tem sido afetados ao longo dos anos. Houve época em que fui aconselhada a diminuir meus gastos com discos (na época em que se chamavam discos...), para poder melhorar de vida. Ter música em casa sempre foi necessidade básica para mim. E, claro, sempre peguei discos emprestados para gravar minhas fitinhas cassete... houve um tempo até em que eu treinava a rapidez dos meus dedos para gravar músicas que tocavam em rádio, no tempo em que um número muito maior de estações de rádio tocavam música que, pelo menos para mim, valiam o esforço. Quando o CD se tornou uma realidade, minha despesa aumentou e o número de obras que eu conseguia comprar diminuiu muito. CD sempre foi bem caro. Caçar ofertas virou um esporte muito praticado entre meus amigos. Gravadoras sempre ganharam muito dinheiro, meu e de muita, muita gente. Já estive em algumas sedes de gravadoras e nunca vi nenhuma modestinha, sem luxo. Sempre vi muita gente trabalhando na divulgação, enchendo a imprensa de brindes e salgadinhos. Sempre soube o grosso do dinheiro da venda de discos fica com a gravadora, os artistas vivem mesmo é dos shows que fazem... claro, pra fazer shows tem que ter o trabalho divulgado, as gravadoras tem o monopólio das relações com tv, rádio e publicações da big midia... os artistas aceitam o jogo para lucrar mais adiante. Como descreveu Chico Buarque... a voz do dono e o dono da voz. Toda esta longa carta é pra dizer que, pela primeira vez na História, a senhora, dona indústria fonográfica, perdeu a exclusividade de acesso à tecnologia que permite produzir a mídia que vende. Ninguém fazia vinis piratas, a qualidade das fitas cassete sempre foi insuficiente. CDs, a gente pode fazer em casa. Menos sofisticados, sem capas e encartes impressos em gráfica, até com uma pequena queda na qualidade sonora, mas CDs. Irmãos dos produtos que a senhora vende. E nós, que não temos mais dinheiro para comprar tudo o que nos interessa, pelo preço que a senhora nos tenta impor, unimos a capacidade de fazer nossos cedezinhos domésticos à facilidade de trocar músicas pela internet. Na minha experiência pessoal, vejo que esse trabalho de formiguinha amplia o público. Quantas pessoas ouviram uma música baixada pela internet e foram comprar o CD em loja, depois? Mas a senhora, ao invés de procurar uma solução que torne mais ace$$ível o CD, resolve brigar na Justiça. Faliram o Napster, processam o Kazaa, e agora é processada por ele, numa briga perdida. Está na hora de repensar o seu comportamento no Mercado. Está na hora de procurar saber o que a sua clientela deseja. Está na hora de parar de tentar nos fazer de escravos, o que sempre fomos, porque agora estamos com umas ferramentas nas mãos que questionam o seu modus operandi. Mude para sobreviver, senhora indústria fonográfica! Não é isso que dizem pra nós, mortais comuns, quando o desemprego morde nossos calcanhares? Admita: a senhora perdeu parte do seu poder. Transforme-se.
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