Caro internauta, você será redirecionado(a) para o nosso novo endereço em 5 segundos.
Clique aqui para acessá-lo imediatamente.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Este é um espaço de informação e discussão
onde a abordagem dos temas Fluência, Disfluência e Gagueira
é regida pela visão dialético-histórica. Esta
compreende a manifestação da fala com gagueira a partir da
ação integrada entre o corpo, o psiquismo e a sociedade/cultura.
Neste contexto, os estudos da Dra. Silvia Friedman formam a base das reflexões,
que têm foco na pesquisa e na prática fonoaudiológica. É uma concepção científica que vê a gagueira como uma manifestação construída sob a pressão de uma ideologia de bem falar. Essa ideologia supõem a fluência como absoluta e estigmatiza as disfluências, especialmente na infância. Esse processo de estigmatização favorece a constituição de uma imagem de mau falante. Quando essa imagem está presente na subjetividade do falante, ele perde a espontaneidade que é inerente à fala (a fala é uma atividade automática), porque passa a querer controlá-la para escapar do estigma. Com isso, o que o falante consegue é tornar sua fala tensa, marcada por bloqueios, repetições e desvios de palavras que lhe parecem perigosas. Tal condição confirma sua imagem de mau falante, que confirma a necessidade de controle da fala, formando um circuito que aprisiona a pessoa a um modo tenso de falar que parece não ter solução. Compreendemos, assim, que a gagueira acontece dentro de uma situação paradoxal de fala: nem dá para ficar nela nem se sabe como sair dela. Desmontar a situação paradoxal é a perspectiva desta atuação terapêutica, na qual terapeuta e paciente envolvem-se numa relação intersubjetiva que visa ressignificar o sentido dado à fala e à gagueira para construir uma imagem de bom falante. |