Domingo, Agosto 22, 2004
Monte Fuji:
Voltamos do Monte Fuji na quarta! Foi uma experiência... Ahn... Inesquecível!
Bom, acabou que como não tinhamos muito tempo, marcamos (Kelly, seu namorado, Sandro, e eu) a ida ao Fuji meio na louca. E é claro, como a Lei de Murphy é universal e infalível, a previsão do tempo não era boa para o dia...
O que muita gente faz é ir até lá à noite, subir e ver o nascer do sol de lá, pois dizem que e o melhor horário e quando o céu costuma ficar mais limpo. Bom... Pegamos o ônibus quase 5 da tarde aqui em Tóquio e chegamos umas 7:15 da noite. Nessa hora já estava caindo uma garoazinha bem de leve.
Trocamos de roupa para algo mais quente (no topo chega a fazer em torno de zero graus), capa de chuva e tal. Preparamos as lanternas e começamos a subir. Ah, comprei tambem o famoso "Pau do Fuji" que é um bastão para ajudar na escalada e no qual pode-se pegar uns carimbos mostrando os lugares por onde passou.
O monte Fuji é dividido em passos, sendo 10 no total, mas com diferentes lugares para cada passo, dependendo do percurso. Fizemos o caminho mais comum, fomos até o 5o passo de ônibus e subimos a partir de la.
No comeco foi tranqüilo, mas logo depois do 6o passo o trajeto foi começando a ficar mais difícil... Em alguns pontos tem várias pedras e a gente acaba tendo que usar as mãos para subir (eu também usei o meu pau...).
Como a subida é bem íngreme e o ar vai ficando um pouco mais rarefeito (O Monte Fuji tem 3776 metros de altura), a subida é bem cansativa e a cada passo a gente dava uma breve descansada. À noite, o caminho é completamente escuro, e era um alívio poder ouvir o barulho do motor do gerador de energia das paradas, sabendo que dava para descansar. Descansar que eu digo é parar e sentar em um banquinho no meio da chuva, porque se quiser entrar nas barracas tem que pagar 5000 ienes (uns 45 dólares). Como a gente é jovem e murrinha, foi subindo na raça mesmo.
Ao longo do caminho, a chuva só foi piorando... E o vento ficando mais forte... Chegou um ponto em que a capa de chuva já não servia para nada (o vento mesmo abria os botões dela) e meu tênis de Gore-tex já tinha virado uma bacia de manicure (a água não entra pelas laterais, mas também não sai... E estava escorrendo pela calça para dentro dele). Quando chegamos no 8o passo e seguimos em frente, pouco tempo depois tinha outra barraca. Como estava perto, achei que era o 8o passo ainda e continuamos. A Kelly e o Sandro foram na frente e eu fiquei para trás pois estava indo em uma velocidade que fosse tranqüila e nao cansasse muito (coisa que já estava).
Então a gente subiu, e subiu, e subiu... E a coisa não acabava! A distância entre a última barraca e a próxima estava sendo muito maior do que todas as anteriores... E a chuva só aumentava, e o frio só piorava... E pior, antes, se você olhasse para cima, conseguia ver ao longe a luz das barracas, mas dessa vez era um breu total! Não dava para ver nenhum objetivo a ser alcançado. Mais uma vez, Murphy se manifestou e as pilhas da minha lanterna acabaram no meio do caminho... E lá fui eu trocar as pilhas da lanterna no meio da chuva, com um frio do caramba, tateando dentro da mochila para achar as pilhas extras e tentando acertar a posição de colocá-las (era só tirar a luva que se perdia completamente o tato :-P ).
E continuei subindo, e subindo, e subindo... Até que eu vi uma luz bem fraquinha lááááá em cima... E subi, e subi, e subi... E parecia que a luz não ficava mais perto. Tinha hora que me sentia praticamente o Frodo, subindo a montanha nas condições mais adversas possíveis e pensando "Isso nunca vai acabar?" (Claro, sem a parte de querer queimar o anel quando chegasse lá no alto).
Finalmente cheguei em cima e estava tudo fechado lá! Não tinha uma luz acesa e a luz que eu tinha visto lá de baixo era de uma maquininha de refrigerantes. Foi aí que eu vi um indiano que estava subindo com a gente me chamando. Ele estava com a Kelly e o Sandro em um barracão que servia de depósito, com carrinho de mão, latas, etc e tal lá dentro. Depois a Kelly me disse que quando chegaram lá em cima, o hotel estava fechado! Aparentemente, a gente não deveria ter subido até lá com o tempo que estava. Todo mundo tinha parado no 8o passo e estava nas barracas de lá. Como tudo estava fechado, a Kelly e o Sandro entraram em um templo que tinha lá em cima para se abrigar, mas logo veio um tiozinho falando que eles não podiam ficar lá e que tinham que sair. Felizmente a Kelly ao argumentar com voz chorosa e situação lastimável comoveu o tiozinho e ele mostrou para eles o barracão onde a gente ficou.
Lá era escuro, frio e apertado, mas melhor do que a chuva e vento que estavam la fora. As roupas para trocar que eu tinha trazido tinham molhado dentro da mochila, entao passamos a noite (chegamos lá 1 da manhã mais ou menos) molhados e com um frio dos infernos (meio paradoxal, né? Mas me entenderam... Zero grau molhado não é mole não!). É claro que não conseguimos dormir... O objetivo inicial era ver o nascer do sol (entre 4:30 e 5 da manhã nessa época do ano), mas a gente estava com tanto frio que só estavamos esperando a chuva parar para sairmos. Foi aí que quando deu umas
5, um outro tiozinho apareceu lá chutando a gente para fora do barracão, sem nem ter como argumentar :-P Colocar as roupas molhadas de novo foi muito pior e ficamos com mais frio ainda. Concluímos que era o bastante e que o melhor era descer rápido para esquentar o corpo. Mas antes de descer, ainda tivemos tempo de perguntar para um outro tiozinho lá e descobrimos que estavamos no topo!!! Subimos direto do 8o até o 10o passo sem parar na noite passada. :-P
Na correria, nem peguei meu carimbo do topo no Pau do Fuji :-/ A descida é muito massante... E um zigue-zague infinito! Você vê aonde tem que chegar lá de cima, mas dá voltas demais até chegar. Durante a volta o tempo abriu e finalmente consegui tirar algumas poucas fotos como essa daí de baixo:

Agora que tudo passou, foi divertido! Nem gripado eu fiquei (segundo um cara
do meu laboratório, "tetsujin") e tirando o pé dolorido, está tudo beleza ;-D
Existe um ditado japonês que diz que você precisa subir o Fuji pelo menos uma vez na vida, mas se o fizer mais de uma vez, é porque é um tolo. Acho que entendi o espírito da coisa :-P
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Voltamos do Monte Fuji na quarta! Foi uma experiência... Ahn... Inesquecível!
Bom, acabou que como não tinhamos muito tempo, marcamos (Kelly, seu namorado, Sandro, e eu) a ida ao Fuji meio na louca. E é claro, como a Lei de Murphy é universal e infalível, a previsão do tempo não era boa para o dia...
O que muita gente faz é ir até lá à noite, subir e ver o nascer do sol de lá, pois dizem que e o melhor horário e quando o céu costuma ficar mais limpo. Bom... Pegamos o ônibus quase 5 da tarde aqui em Tóquio e chegamos umas 7:15 da noite. Nessa hora já estava caindo uma garoazinha bem de leve.
Trocamos de roupa para algo mais quente (no topo chega a fazer em torno de zero graus), capa de chuva e tal. Preparamos as lanternas e começamos a subir. Ah, comprei tambem o famoso "Pau do Fuji" que é um bastão para ajudar na escalada e no qual pode-se pegar uns carimbos mostrando os lugares por onde passou.
O monte Fuji é dividido em passos, sendo 10 no total, mas com diferentes lugares para cada passo, dependendo do percurso. Fizemos o caminho mais comum, fomos até o 5o passo de ônibus e subimos a partir de la.
No comeco foi tranqüilo, mas logo depois do 6o passo o trajeto foi começando a ficar mais difícil... Em alguns pontos tem várias pedras e a gente acaba tendo que usar as mãos para subir (eu também usei o meu pau...).
Como a subida é bem íngreme e o ar vai ficando um pouco mais rarefeito (O Monte Fuji tem 3776 metros de altura), a subida é bem cansativa e a cada passo a gente dava uma breve descansada. À noite, o caminho é completamente escuro, e era um alívio poder ouvir o barulho do motor do gerador de energia das paradas, sabendo que dava para descansar. Descansar que eu digo é parar e sentar em um banquinho no meio da chuva, porque se quiser entrar nas barracas tem que pagar 5000 ienes (uns 45 dólares). Como a gente é jovem e murrinha, foi subindo na raça mesmo.
Ao longo do caminho, a chuva só foi piorando... E o vento ficando mais forte... Chegou um ponto em que a capa de chuva já não servia para nada (o vento mesmo abria os botões dela) e meu tênis de Gore-tex já tinha virado uma bacia de manicure (a água não entra pelas laterais, mas também não sai... E estava escorrendo pela calça para dentro dele). Quando chegamos no 8o passo e seguimos em frente, pouco tempo depois tinha outra barraca. Como estava perto, achei que era o 8o passo ainda e continuamos. A Kelly e o Sandro foram na frente e eu fiquei para trás pois estava indo em uma velocidade que fosse tranqüila e nao cansasse muito (coisa que já estava).
Então a gente subiu, e subiu, e subiu... E a coisa não acabava! A distância entre a última barraca e a próxima estava sendo muito maior do que todas as anteriores... E a chuva só aumentava, e o frio só piorava... E pior, antes, se você olhasse para cima, conseguia ver ao longe a luz das barracas, mas dessa vez era um breu total! Não dava para ver nenhum objetivo a ser alcançado. Mais uma vez, Murphy se manifestou e as pilhas da minha lanterna acabaram no meio do caminho... E lá fui eu trocar as pilhas da lanterna no meio da chuva, com um frio do caramba, tateando dentro da mochila para achar as pilhas extras e tentando acertar a posição de colocá-las (era só tirar a luva que se perdia completamente o tato :-P ).
E continuei subindo, e subindo, e subindo... Até que eu vi uma luz bem fraquinha lááááá em cima... E subi, e subi, e subi... E parecia que a luz não ficava mais perto. Tinha hora que me sentia praticamente o Frodo, subindo a montanha nas condições mais adversas possíveis e pensando "Isso nunca vai acabar?" (Claro, sem a parte de querer queimar o anel quando chegasse lá no alto).
Finalmente cheguei em cima e estava tudo fechado lá! Não tinha uma luz acesa e a luz que eu tinha visto lá de baixo era de uma maquininha de refrigerantes. Foi aí que eu vi um indiano que estava subindo com a gente me chamando. Ele estava com a Kelly e o Sandro em um barracão que servia de depósito, com carrinho de mão, latas, etc e tal lá dentro. Depois a Kelly me disse que quando chegaram lá em cima, o hotel estava fechado! Aparentemente, a gente não deveria ter subido até lá com o tempo que estava. Todo mundo tinha parado no 8o passo e estava nas barracas de lá. Como tudo estava fechado, a Kelly e o Sandro entraram em um templo que tinha lá em cima para se abrigar, mas logo veio um tiozinho falando que eles não podiam ficar lá e que tinham que sair. Felizmente a Kelly ao argumentar com voz chorosa e situação lastimável comoveu o tiozinho e ele mostrou para eles o barracão onde a gente ficou.
Lá era escuro, frio e apertado, mas melhor do que a chuva e vento que estavam la fora. As roupas para trocar que eu tinha trazido tinham molhado dentro da mochila, entao passamos a noite (chegamos lá 1 da manhã mais ou menos) molhados e com um frio dos infernos (meio paradoxal, né? Mas me entenderam... Zero grau molhado não é mole não!). É claro que não conseguimos dormir... O objetivo inicial era ver o nascer do sol (entre 4:30 e 5 da manhã nessa época do ano), mas a gente estava com tanto frio que só estavamos esperando a chuva parar para sairmos. Foi aí que quando deu umas
5, um outro tiozinho apareceu lá chutando a gente para fora do barracão, sem nem ter como argumentar :-P Colocar as roupas molhadas de novo foi muito pior e ficamos com mais frio ainda. Concluímos que era o bastante e que o melhor era descer rápido para esquentar o corpo. Mas antes de descer, ainda tivemos tempo de perguntar para um outro tiozinho lá e descobrimos que estavamos no topo!!! Subimos direto do 8o até o 10o passo sem parar na noite passada. :-P
Na correria, nem peguei meu carimbo do topo no Pau do Fuji :-/ A descida é muito massante... E um zigue-zague infinito! Você vê aonde tem que chegar lá de cima, mas dá voltas demais até chegar. Durante a volta o tempo abriu e finalmente consegui tirar algumas poucas fotos como essa daí de baixo:

Agora que tudo passou, foi divertido! Nem gripado eu fiquei (segundo um cara
do meu laboratório, "tetsujin") e tirando o pé dolorido, está tudo beleza ;-D
Existe um ditado japonês que diz que você precisa subir o Fuji pelo menos uma vez na vida, mas se o fizer mais de uma vez, é porque é um tolo. Acho que entendi o espírito da coisa :-P
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Sexta-feira, Agosto 13, 2004
Terça-feira vamos escalar o Fuji-san! Quem animar avisa! Tem que fazer a reserva do ônibus. Saímos na terça a tarde e estaremos de volta quinta umas 5 da tarde. Bura?
P.S.: Povo de fora de Tóquio, foi mal, mas é que a temporada para subir é só até o dia 27 desse mês... Então, osaki ni shitsurei shimasu!
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P.S.: Povo de fora de Tóquio, foi mal, mas é que a temporada para subir é só até o dia 27 desse mês... Então, osaki ni shitsurei shimasu!
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Sábado, Agosto 07, 2004
Fuji Rock Festival 2004!!!

Sim! Fui e foi muito bom!
Na quinta-feira da semana passada, fui com alguns amigos da Akiko para Naeba ver o festival. Felizmente os quatro são pessoas muito bacanas, o que tornou o final de semana ainda melhor.
Acabamos saindo umas 11:30 da noite e chegamos lá às 2 e tantas da madrugada. Ao chegar lá, trocamos nossos ingressos pelas pulseiras de identificação para o show e para o acampamento, recebemos o material com a programação dos shows e fomos para a área do acampamento. O local já estava lotado de barracas e pegamos um lugar meio longe (só tinha uma entrada para o local dos shows e tinha que andar um bocado até chegar lá...). A infraestrutura do local era impressionante... A área de camping tinha vários banheiros (não químicos, mas com água mesmo), felizmente no estilo japonês (para festivais acho que uma privada não ia ficar muito convidativa no final...), inclusive com papel higiênico que era reposto direto, durando até o último dia! Além disso haviam diversas pias para o pessoal lavar as mãos, rosto, escovar os dentes, etc. Havia também chuveiros, mas isso eu detalho mais depois. Terminamos de montar a barraca já era mais de 4 horas e então fomos descansar para o próximo dia.
Para evitar fraudes, as pulseiras que a gente recebia tinham um chipzinho que a gente passava na entrada e saída para registrar e evitar mau uso, tudo muito rápido e eficiente. Logo na entrada, o pessoal distribuía também uns sacões plásticos para a gente colocar o lixo. Eles estavam com uma campanha forte de reciclagem e em todo canto tinha um estandezinho para a gente jogar o lixo da forma correta e separada para reciclagem ou tratamento.
O evento possuía 10 áreas diferentes, com 7 palcos no total. Também, eram 128 bandas, djs, artistas e afins... Alguns palcos eram relativamente longe uns dos outros e levava-se algum tempinho para ir de um local para outro, principalmente com a multidão toda que se deslocava também. Mas apesar disso, foi tudo muito tranqüilo e sem problema nenhum durante os três dias. Realmente o show do Radiohead foi uma excessão, e em todos os shows, se você chegasse de 10 a 15 minutos antes dos shows começarem, era possível pegar um lugar muito bom bem na frente dos palcos e quando os mesmos começavam dava para ficar tranqüilo lá assistindo, sem empurra-empurra nem nada.
Com tantas opções foi meio difícil de escolher o que assistir, mas no final das contas assisti a 21 bandas:
PE'Z, PJ Harvey, Pixies, Lou Reed, Snow Patrol, Supercar, Basement Jaxx, Begin, Franz Ferdinand, Ben Harper, Chemichal Brothers, Eskobar, Ben Kweller, The Charlatans, Belle and Sebastian, The Libertines, JET, White Stripes, The Stills, MÙM e uma outra cantora japonesa cujo nome não consigo lembrar...
Posso dizer que escolhi muito bem os shows, porque não teve nenhum que decepcionou. É claro que shows como o dos Pixies, White Stripes (foi bom, apesar do povo que foi no do Brasil ter dito que o de lá foi meio ruim), Belle and Sebastian e Chemical Brothers foram muito bons e por isso nem vou considerá-los no comentário a seguir: Acho que os 3 melhores shows que eu vi foram os do The Stills, Eskobar e Basement Jaxx. O Stills a Fanny tinha me indicado antes de eu ir ao festival e portanto já conhecia. Realmente é uma banda muito boa. Os caras ainda estão no 1o CD, mas a música deles é bem legal. Acredito que tem potencial para crescer bastante ainda. O show não decepcionou e foi muito bom realmente. Já o do Eskobar, me surpreendeu... Eu já tinha ouvido o CD e tinha gostado, mas achei o show deles ainda melhor. Estavam bem empolgados em tocar no Japão e o fizeram com bastante vontade. Já o Basement Jaxx eu conhecia muito pouco, e mesmo não sendo o tipo de música que costumo escutar normalmente, foi o show mais animado que eu vi lá, muito bom.
Coisas interessantes durante o festival:
- No primeiro dia a bateria do meu celular acabou e acabei me separando do resto do povo. Quando estava voltei para a barraca, ninguém tinha voltado ainda e então resolvi tomar um banho. Fui para a área de chuveiro e quando cheguei lá vi a plaquinha "Somente água fria". Até aí tudo bem, se não fosse o fato de ser uma região montanhosa e ser 3 horas da madrugada... Isso significa que água fria é apenas um eufemismo para "água que gela até o osso"... Como tava precisando mesmo de um banho, encarei na raça. Foi fogo, mas descobri que após uns 5 minutos de água gelada o corpo esquenta p/ caramba e a água tava até parecendo que era morninha :-P Depois descobri que a maioria do povo ia para um onsen (terma) perto do lugar do show, o que acabei fazendo nos outros 2 dias.
- Durante os 2 primeiros dias, o tempo não ajudou muito e durante vários momentos caiu uma garoazinha que servia só para deixar a gente molhado e transformar algumas áreas de ligação dos palcos em um lamaçal gigante. Felizmente a Aya me avisou antes disso e eu comprei um tênis de Gore-tex que foi muito útil, assim como a capa de chuva que a Lirian emprestou.
- Acabei perdendo os shows do Mooney Suzuki, British Sea Power e do Soundtrack of our Lives por diversos fatores (dormir tarde, acordar tarde, desmontar barraca, etc).
- Para variar era proibido tirar fotos dos shows. Então na frente dos palcos (e também no meio, dependendo do palco) o serviço dos seguranças acabava sendo somente impedir que o povo tirasse foto. Quando alguém estava lá tentando focalizar o artista eles geralmente subiam na grade, ficando na frente, ou apontavam a lanterna para a câmera do indivíduo. Por causa disso, não pude tirar fotos de diversos shows. Alguns tirei só de longe, mas o povo do palco vermelho era mais relaxado e até consegui tirar umas boas fotos lá. Era muito engraçado ver o povo tentando tirar foto escondido dos seguranças durante os shows e ficar vendo a cara de "De onde veio?" deles toda vez que tinha um flash :-P
- Durante todos os dias lá não vi nenhum casal com "demonstrações públicas de afeto"... Nem mesmo os gringos e nem nas músicas mais "chega mais" :-P Realmente é um país estranho esse!
- Agora o melhor... O Morrissey cancelou sua apresentação no Fuji Rock umas 2 semanas antes do festival. Até o dia em que ele tocaria, a produção não anunciou quem o substituíria. No dia, eles ficaram fazendo o maior suspense sobre quem iria apresentar e só anunciaram às 9:15, 15 minutos antes do programado da banda entrar. Todos estavam esperando que fosse alguma outra grande banda que estava tocando em outros festivais aqui no Japão, como o Summer Sonic por exemplo. E no final, quem foi substituir o Morrissey? These Charming Men! Um COVER de Morrissey!!! No começo eu achei que fosse piada, mas depois da 2a música percebi que era verdade... Perdi o show do Ash por causa deles :-P E nem eram tão bons assim! Ou será que devia dizer "Nem são bons!"? Escutem o áudio no site deles e concluam :-P
Meus agradecimentos à Aya, Otsu, Shino e Tetsuya pela companhia e carona durante estes dias!

Bom, o que consigo lembrar agora é isso... As fotos ilustrando o post estarão no fotolog ao longo dos próximos dias.
P.S.: Esse post deu trabalho demais!!!
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Sim! Fui e foi muito bom!
Na quinta-feira da semana passada, fui com alguns amigos da Akiko para Naeba ver o festival. Felizmente os quatro são pessoas muito bacanas, o que tornou o final de semana ainda melhor.
Acabamos saindo umas 11:30 da noite e chegamos lá às 2 e tantas da madrugada. Ao chegar lá, trocamos nossos ingressos pelas pulseiras de identificação para o show e para o acampamento, recebemos o material com a programação dos shows e fomos para a área do acampamento. O local já estava lotado de barracas e pegamos um lugar meio longe (só tinha uma entrada para o local dos shows e tinha que andar um bocado até chegar lá...). A infraestrutura do local era impressionante... A área de camping tinha vários banheiros (não químicos, mas com água mesmo), felizmente no estilo japonês (para festivais acho que uma privada não ia ficar muito convidativa no final...), inclusive com papel higiênico que era reposto direto, durando até o último dia! Além disso haviam diversas pias para o pessoal lavar as mãos, rosto, escovar os dentes, etc. Havia também chuveiros, mas isso eu detalho mais depois. Terminamos de montar a barraca já era mais de 4 horas e então fomos descansar para o próximo dia.
Para evitar fraudes, as pulseiras que a gente recebia tinham um chipzinho que a gente passava na entrada e saída para registrar e evitar mau uso, tudo muito rápido e eficiente. Logo na entrada, o pessoal distribuía também uns sacões plásticos para a gente colocar o lixo. Eles estavam com uma campanha forte de reciclagem e em todo canto tinha um estandezinho para a gente jogar o lixo da forma correta e separada para reciclagem ou tratamento.
O evento possuía 10 áreas diferentes, com 7 palcos no total. Também, eram 128 bandas, djs, artistas e afins... Alguns palcos eram relativamente longe uns dos outros e levava-se algum tempinho para ir de um local para outro, principalmente com a multidão toda que se deslocava também. Mas apesar disso, foi tudo muito tranqüilo e sem problema nenhum durante os três dias. Realmente o show do Radiohead foi uma excessão, e em todos os shows, se você chegasse de 10 a 15 minutos antes dos shows começarem, era possível pegar um lugar muito bom bem na frente dos palcos e quando os mesmos começavam dava para ficar tranqüilo lá assistindo, sem empurra-empurra nem nada.
Com tantas opções foi meio difícil de escolher o que assistir, mas no final das contas assisti a 21 bandas:
PE'Z, PJ Harvey, Pixies, Lou Reed, Snow Patrol, Supercar, Basement Jaxx, Begin, Franz Ferdinand, Ben Harper, Chemichal Brothers, Eskobar, Ben Kweller, The Charlatans, Belle and Sebastian, The Libertines, JET, White Stripes, The Stills, MÙM e uma outra cantora japonesa cujo nome não consigo lembrar...
Posso dizer que escolhi muito bem os shows, porque não teve nenhum que decepcionou. É claro que shows como o dos Pixies, White Stripes (foi bom, apesar do povo que foi no do Brasil ter dito que o de lá foi meio ruim), Belle and Sebastian e Chemical Brothers foram muito bons e por isso nem vou considerá-los no comentário a seguir: Acho que os 3 melhores shows que eu vi foram os do The Stills, Eskobar e Basement Jaxx. O Stills a Fanny tinha me indicado antes de eu ir ao festival e portanto já conhecia. Realmente é uma banda muito boa. Os caras ainda estão no 1o CD, mas a música deles é bem legal. Acredito que tem potencial para crescer bastante ainda. O show não decepcionou e foi muito bom realmente. Já o do Eskobar, me surpreendeu... Eu já tinha ouvido o CD e tinha gostado, mas achei o show deles ainda melhor. Estavam bem empolgados em tocar no Japão e o fizeram com bastante vontade. Já o Basement Jaxx eu conhecia muito pouco, e mesmo não sendo o tipo de música que costumo escutar normalmente, foi o show mais animado que eu vi lá, muito bom.
Coisas interessantes durante o festival:
- No primeiro dia a bateria do meu celular acabou e acabei me separando do resto do povo. Quando estava voltei para a barraca, ninguém tinha voltado ainda e então resolvi tomar um banho. Fui para a área de chuveiro e quando cheguei lá vi a plaquinha "Somente água fria". Até aí tudo bem, se não fosse o fato de ser uma região montanhosa e ser 3 horas da madrugada... Isso significa que água fria é apenas um eufemismo para "água que gela até o osso"... Como tava precisando mesmo de um banho, encarei na raça. Foi fogo, mas descobri que após uns 5 minutos de água gelada o corpo esquenta p/ caramba e a água tava até parecendo que era morninha :-P Depois descobri que a maioria do povo ia para um onsen (terma) perto do lugar do show, o que acabei fazendo nos outros 2 dias.
- Durante os 2 primeiros dias, o tempo não ajudou muito e durante vários momentos caiu uma garoazinha que servia só para deixar a gente molhado e transformar algumas áreas de ligação dos palcos em um lamaçal gigante. Felizmente a Aya me avisou antes disso e eu comprei um tênis de Gore-tex que foi muito útil, assim como a capa de chuva que a Lirian emprestou.
- Acabei perdendo os shows do Mooney Suzuki, British Sea Power e do Soundtrack of our Lives por diversos fatores (dormir tarde, acordar tarde, desmontar barraca, etc).
- Para variar era proibido tirar fotos dos shows. Então na frente dos palcos (e também no meio, dependendo do palco) o serviço dos seguranças acabava sendo somente impedir que o povo tirasse foto. Quando alguém estava lá tentando focalizar o artista eles geralmente subiam na grade, ficando na frente, ou apontavam a lanterna para a câmera do indivíduo. Por causa disso, não pude tirar fotos de diversos shows. Alguns tirei só de longe, mas o povo do palco vermelho era mais relaxado e até consegui tirar umas boas fotos lá. Era muito engraçado ver o povo tentando tirar foto escondido dos seguranças durante os shows e ficar vendo a cara de "De onde veio?" deles toda vez que tinha um flash :-P
- Durante todos os dias lá não vi nenhum casal com "demonstrações públicas de afeto"... Nem mesmo os gringos e nem nas músicas mais "chega mais" :-P Realmente é um país estranho esse!
- Agora o melhor... O Morrissey cancelou sua apresentação no Fuji Rock umas 2 semanas antes do festival. Até o dia em que ele tocaria, a produção não anunciou quem o substituíria. No dia, eles ficaram fazendo o maior suspense sobre quem iria apresentar e só anunciaram às 9:15, 15 minutos antes do programado da banda entrar. Todos estavam esperando que fosse alguma outra grande banda que estava tocando em outros festivais aqui no Japão, como o Summer Sonic por exemplo. E no final, quem foi substituir o Morrissey? These Charming Men! Um COVER de Morrissey!!! No começo eu achei que fosse piada, mas depois da 2a música percebi que era verdade... Perdi o show do Ash por causa deles :-P E nem eram tão bons assim! Ou será que devia dizer "Nem são bons!"? Escutem o áudio no site deles e concluam :-P
Meus agradecimentos à Aya, Otsu, Shino e Tetsuya pela companhia e carona durante estes dias!

Bom, o que consigo lembrar agora é isso... As fotos ilustrando o post estarão no fotolog ao longo dos próximos dias.
P.S.: Esse post deu trabalho demais!!!
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Quinta-feira, Agosto 05, 2004
Estou de volta!
Tanta coisa que nem sei por onde começar... Vou dar uma organizada nas fotos e depois escrevo direito como foi.
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Tanta coisa que nem sei por onde começar... Vou dar uma organizada nas fotos e depois escrevo direito como foi.
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: 2:49 PM

