Os Persuhn

 

Augusto Daniel Persuhn era natural de Brunsvique, Alemanha, onde nasceu em 1824.

Emigrou para Blumenau e foi o primeiro colono a estabelecer-se em Itoupava-Seca, onde faleceu em 1895, sendo sepultado no cemitério evangélico desta cidade.

Fixara-se naquela localidade, que foi mais conhecida por Altona até bem poucos anos, como lojista e dono de uma estalagem.

Os antepassados de Augusto Daniel foram nobres, os Condes de Dupresson, franceses e que tiveram o nome germanizado em Dantzig, para onde haviam se transferido.

Augusto Daniel deixou os seguintes filhos: Otto, ferreiro; Augusto, marceneiro; Felipe, lavrador e Gustavo, alfaiate.

Coube ao filho Gustavo a continuação das atividades sociais e religiosas que seu pai exerceu na colônia, tais como a participação na comunidade da Igreja Evangélica, a primeira da localidade, construída na atual rua Coronel Vidal Ramos, na Comunidade Escolar de altona e na Sociedade Teutônia, de cuja diretoria fazia parte.

Gustavo ligou-se por fortes laços de amizade ao cervejeiro Oto Jennerich e tendo este fundado o pequeno museu, que por muitos anos foi grande curiosidade em Itoupava Seca, foi-lhe um grande colaborador, concorrendo com dinheiro e objetos para o engrandecimento da iniciativa pela qual Jennerich muito se interessava.

Gustavo Persuhn muito trabalhou pelo desenvolvimento de seu bairro. Foi ele quem, juntamente com Manske, adquiriu o terreno para a construção do cemitério de Itoupava seca, que hoje é cemitério municipal.

Muito interessado no estudo do passado blumenauense, juntamente com Jennerich , contratou com o professor Max Humpl a elaboração da "Crônica da Altona", trabalho magnífico  em que o professor Humpl pos todo o cuidado e os dotes artísticos de sua esposa, hábil pintora e decoradora. Persuhn e Jennerich pagaram as respectivas despesas. A "Crônica de Altona" era um resumo histórico das famílias e dos principais acontecimentos do lugar, desde a sua fundação e vinha repleta de fotografias dos principais moradores e seus descendentes, bem como belas gravuras coloridas, da autoria da esposa de Humpl.

Infelizmente, esse trabalho, que fora dado a Prefeitura Municipal e que se encontrava no Arquivo histórico do Município foi destruído pelo incêndio de 1958.

Durante mais de 40 anos, Gustavo Persuhn foi tesoureiro da Comunidade Evangélica de Itoupava Seca, sócio do Teatro Frohsinn, sócio honorário da Sociedade de Ginástica de Blumenau. Esse último título ele adquiriu pela sua grande dedicação ao esporte, pois chegava a via a pé de Itoupava Seca até o Hotel Holetz (atual Grande Hotel de Blumenau), duas vezes por semana, para participar dos exercícios de ginástica.

Já em idade avançada, resolveu doar todos os seus bens aos filhos.

O nome de Gustavo Persuhn esta faltando numa das ruas da cidade. Ele bem que merece pela sua vida dedicada ao seu bairro e à coletividade de Altona.

 

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