Raiatea
A Ilha Sagrada da Polinésia
|
Uma pequena ilha da Polinésia ainda hoje guarda muitos mistérios, entre eles está a flor sagrada "atiare apetahi". Ela é branca e possui somente cinco pétalas, exalando um perfume inesquecível que não é encontrado em nenhum outro lugar do mundo. |
Nas regiões da Polinésia e Micronésia, no Oceano Pacífico, há vestígios de culturas e civilizações muito antigas, obra de povos desconhecidos da História, dos quais restaram somente ruínas. Cidades ou construções solitárias levantadas com uma tecnologia que desafia a Ciência moderna, por serem muito superiores à capacidade atual de construção de seus atuais habitantes.
Dentre os diversos arquipélagos da Polinésia estão as chamadas "Ilhas da Sociedade", com belas paisagens e clima ameno. Foram descobertas em 1769 pelo capitão inglês James Cook e que hoje estão sob jurisdição francesa. Sua capital é Papeete, situada no super-turístico Taiti.
Perdida na vastidão do oceano, a quase 200 quilometros do Taiti, está uma
pequena ilha vulcânica que ocupa uma faixa de 12 Km de largura por 28 de
comprimento. Lá, os segredos e mistérios indecifráveis continuam desafiando
nossa compreensão. Entre eles, a misteriosa flor "atiare
apetahi".
Raiatea é tida como um local
sagrado pelos polinésios desde tempos remotos. Uma estranha civilização cresceu
por lá, originando a fama mágica dos seus moradores, originando um culto às
divindades do local com sacrifícios e oferendas. Ruínas centenárias são
achadas. Duas das mais bem conservadas são restos de sítios cerimoniais, o
"Sítio Cerimonial de Opoa" e o "Recinto Sagrado de
Tamatoa", ocupando áreas escolhidas cuidadosamente pelos antigos
construtores.
O conjunto principal do "Sítio Cerimonial de Opoa" é o "Marae
de Taputapuatea". Mede mais de 25 metros de comprimento, com
quatro de altura. Nos lembra as edificações da Ilha de Páscoa, chamadas
"ahus". Em Raiatea, a diferença é que não há estátuas de deuses sobre
os templos, já que serviam de túmulo para os reis da ilha, servindo também como
uma grande praça para as divindades (os polinésios crêem que seus deuses vivem
entre os humanos, às vezes de forma visível. Os moradores se consideram servos
desses deuses, tendo obrigação de presenteá-los e dar-lhes alimento, se não
quiserem ser castigados.
Os nativos acreditam que o poder mágico da ilha, chamado "mana", permanece no "local do tabu sagrado". Em cada geração, somente um líder religioso recebia o "mana". O poder do eleito era bom e mal ao mesmo tempo. Somente poucos iniciados, escolhidos a dedo, podiam ficar algum tempo em sua presença, sob pena de Ter suas energias vitais sugadas até a morte. Quando o líder morria seu sucessor era escolhido num ritual que envolvia sacrifícios humanos e vidência. Há rumores de que o "mana" ainda atua, permanecendo anônimo. Antropólogos ainda registram rituais de passagem, posse de cargos e outros onde a presença de não-polinésios é proibida.
Por acreditarem que a força do poder das pessoas está na sua cabeça, os polinésios não admitem que ninguém toque aquela parte do corpo, nem para cortar seu cabelo.
Rituais Estranhos dos Polinésios
Curiosidades de Raiatea
Inúmeras lendas relatam a existência de uma construção desaparecida que, de tão antiga, nem a memória humana poderia alcançar. A insistência nessa crença fez com que o governo francês enviasse arqueólogos para o local. Eles acharam vestígios de uma construção muito antiga, de arquitetura diferente dos padrões tradicionais.
Milhares de crânios humanos encontrados no local comprovam a prática de caça de cabeças, mas as tentativas de datar o costume não chegaram a nenhum resultado. O famoso método do "Carbono 14" parecia falhar, pois datava tudo de uma época anterior ao povoamento da ilha Raiatea.
Foram encontradas várias estátuas de pedra representando pessoas com duas cabeças, fenômeno semelhante ao que ocorria em outras ilhas polinésias. Comentários da região dão conta de que houve outrora uma raça de duas cabeças que vivia em edifícios estranhos. Para os antropólogos tais ídolos e citações se referem aos portadores do mana, sendo a cabeça "reserva" um símbolo para representar a posse do poder mágico.
A maior curiosidade e
também o maior mistério de Raiatea é a raríssima flor "tiare
apetahi", que floresce apenas numa montanha da ilha, o monte
Temehani, que se eleva a 800 metros acima do nível do mar. Sua existência é
cercada de lendas belas e tenebrosas ao mesmo tempo. Histórias confusas que os
nativos evitam comentar. Ao que parece, boa parte das lendas relaciona-se com
uma caverna situada perto do monte Temehani, habitada por espíritos malignos.
A "tiare apetahi" é considerada uma autêntica maravilha pelos botânicos. Lembra o lírio, mas com aroma muito diferente e difícil de esquecer. Cada flor sempre tem cinco pétalas. Segundo as histórias contadas há gerações, a flor só aparece nos locais onde cinco donzelas eram sacrificadas aos deuses anualmente. Seu sangue regava as mudas da flor. Esta seria a razão pela qual não se consegue plantar a "tiare apetahi" em nenhum outro lugar do mundo, explicam os moradores do lugar.
Símbolos gravados nas pedras são outro mistério quase indecifrável. Como tudo em Raiatea, parecem provar uma antigüidade que se perde na noite dos tempos. Ali existiu uma civilização importante e que desapareceu séculos antes da chegada dos primeiros europeus.
BIBLIOGRAFIA:
http://www.ufogenesis.com.br/arqueologia/default.asp