ABSINTO
Planta aromática
que simboliza a dor, sobretudo a dor provocada pela ausência. No texto do
Apocalipse, Absinto é o nome que será dado a um astro que arderá como uma
tocha e simbolizará, historicamente, o rei da Babilônia.
Arbusto
ornamental que dá flores brancas ou vermelhas. Considerada pelos egípcios como
planta sagrada, símbolo da imortalidade.
constância,
elegância
As folhas do
acanto serviram aos gregos de adorno para seus trajes, móveis e utensílios. São
admiradas pelos arquitetos paisagistas devido a sua forma que se adapta
harmoniosamente à estrutura de todo conjunto arquitetônico, servindo de motivo
para o capitel coríntio, adotado também pelos romanos e depois, na Idade Média
e no Renascimento italiano. Segundo a tradição, o arquiteto grego Clímaco, ao
morrer sua filha, colocou no túmulo um vaso de flores em cima de um pé de
acanto; o acanto desdobrou-se num esforço para se desenvolver e cobriu todo o
vaso anteriormente colocado, originando uma bela decoração campestre. Pela sua
característica de desenvolvimento, simboliza na Idade Média o crescimento, a
vida.
Açucena
ver AMARÍLIS
Conta a lenda
que a flor adônis, uma planta delicada, brilhante e passageira como os prazeres
da vida, nasceu onde caíram amargas lágrimas de Vênus, deusa da beleza e do
amor, no local onde caíra morto Adônis, um jovem formoso por quem Vênus se
apaixonara.
Às vezes
chamada de lírio azul, é uma planta com lindas flores azul-arroxeadas, ou
brancas, que florescem em geral nos meses de novembro e dezembro.
Apresenta
flores dispostas em amentilhos pendentes. Tem uma significação alegórica
determinada pela dualidade das folhas: verde do lado da água (Lua) e escuro do
lado do fogo (Sol). É, portanto, do grupo universal dos símbolos da ambivalência
positivo-negativo.
Segundo a tradição,
Maria, quando fugiu para o Egito, deixou seu manto azul sobre a planta de
alecrim (que tinha flores brancas) e, a partir de então, em homenagem à
Virgem, as flores transformam-se em azuis. Nos tempos de Shakespeare,
acreditava-se que a flor melhorava a memória: em Hamlet, diz Ofélia: “Tens o
alecrim para recordar”.
ALELI
Na Idade Média,
os trovadores carregavam um ramo de aleli como emblema de resistência e
sobrevivência. Segundo a lenda, uma princesa ao tentar fugir para encontrar-se
como seu amado, morreu junto ao muro do castelo e seu corpo transformou-se na
flor, conservando sua beleza simples e atraindo o seu amado com seu doce
perfume.
Também chamada
de açucena, dá belas flores de perfume muito suave.
Planta ligada
ao néctar, como o manjar dos deuses. É o alimento da imortalidade, privilégio
dos deuses.
Na tradição
chinesa, aparece com freqüência junto com o bambu e o pinheiro, formando “os
três irmãos” porque são três plantas que se conservam verdes no inverno.
Ligam-se também ao símbolo da pureza. Árvore e flores simbolizam longevidade
e fertilidade. No Japão está entre as plantas de bom agouro.
Conta a lenda
que o amor-perfeito era uma das flores do campo de perfume mais agradável e que
os homens pisoteavam todas as pradarias em busca da flor, destruindo, assim, o
alimento do gado. Com isso, a flor rezava a Deus para que fosse liberta de seu
perfume para
salvar as outras plantas e o gado. A flor representa o homem pelo que lhe
é próprio: pensar; ela é, assim, vista como a meditação e a reflexão. Em
francês seu nome é pensée, e em espanhol, pensamiento, ou seja, pensamento.
Nas
Metamorfoses, de Ovídio, a amoreira está ligada a uma história de amor de
dois jovens que se mataram embaixo dessa planta porque um não podia viver sem o
outro. Devido ao sangue derramado pelos amantes, os frutos transformaram-se em
negro-purpúreo.
Abandono,
ciúme
Segundo a
mitologia, Zéfiro, deus dos ventos, enamorou-se da ninfa Anêmona. A esposa com
ciúme expulsou a ninfa de sua corte e , a pedido do marido, transformou-a em
uma planta que floresci somente uma vez por ano. Anêmona foi então abandonada
por Zéfiro, que ficou decepcionado e cansado de esperar pelo seu florescimento.
Planta de
flores brancas, muito perfumadas, que florescem de dezembro a maio.
Como o trigo na
Europa, o arroz na Ásia representa uma natureza essencial. Tem origem divina.
Para os japoneses representa a abundância. É símbolo também da riqueza,
pureza e , neste sentido, é visto também no Ocidente: nas cerimônias de
casamento, os noivos são saudados com grãos de arroz.
Flor ligada à
deusa Ártemis, virgem vingativa e desconfiada que simboliza o aspecto ciumento,
dominador, castrador da mãe. Com a deusa Afrodite ( o seu oposto) ela constitui
o retrato integral da mulher. Simboliza, com mais freqüência.
Planta que se
apresenta em touceiras, com flores vermelhas, solferino, brancas e de outras
cores.