NOSSAS BODAS
Com meu braço,
Enlaço teu corpo,
Relembrando a vida passada,
Tantos anos os dedos apertados
Em anéis, pedras lapidadas.
Polindo rugas do tempo,
Amassando lençóis,
sem mais nada.
Nossas bodas,
Festejos e danças,
Nossos filhos, diferentes de nós.
Vários netos rodeando o futuro
E o tempo... implacável, veloz.
Como avança essa estreita união ?
E a chama de amor não termina?
Aprendemos a curar desatinos
Como duas velas pequeninas
Uma, arde paixão,
Emoção.
E a outra sempre diz:
Tens razão.
( Cláudia Villela de Andrade )