GALERIA DE OURO 1981
     
 

Camisa utilizada pelo jogador Marinho na final do Mundial Interclubes - Flamengo 3 x 0 Liverpool em 13/12/1981 (Acervo Eduardo Vinicius de Souza)

 

Camisa utilizada pelo jogador Anselmo na final da Libertadores - Flamengo 2 x 0 Cobreloa em 23/11/81 (Acervo Vitor Eidelman)

     
 

Camisa utilizada pelo jogador Baroninho na final da Libertadores - Flamengo 2 x 0 Cobreloa em 23/11/81 (Acervo Eduardo Vinicius de Souza)

 

Camisa preparada ( não utilizada) para a final do Mundial Interclubes - Flamengo 3 x 0 Liverpool em 13/12/1981 (Acervo Felipe Rezende Wangler)

   

Agasalho utilizado  pelo jogador Raul na final do Mundial Interclubes - Flamengo 3 x 0 Liverpool em 13/12/1981 (Acervo Vitor Eidelman)

   

PELE E ALMA RUBRO-NEGRA

Júnior. Seis letras gravadas em vermelho e preto na memória da Nação Rubro-Negra. Leo, para seus companheiros. Maestro, para os que reverenciam a bola bem jogada. Mas para trinta e cinco milhões de rubro-negros será eternamente Júnior, ora triangulando com Lico e Zico pela esquerda, ora alçando bolas para os vôos de Gaúcho ou cobrando faltas perfeitas, mas sempre dando lições de como honrar o Manto Sagrado sobre todas as coisas.

A mística da camisa do Flamengo atravessa gerações. Abrigou a febre de Valido, a paixão de Gilberto Cardoso, o nascimento de Zico. Deu corpo à fúria de Almir e alma à loucura de Doval. Revelou Leandro, fez de Rondinelli um Deus e acompanhou Geraldo em sua última morada. Santo Sudário do sangue de Lico e Adilio derramado em Santiago. Mas a Júnior foi entregue como uma Benção: - Tomai e jogai, este é o Manto Sagrado a ser honrado por vós.

E lá foi Júnior, de vermelho e preto, sua segunda pele, pregando pelos campos deste mundo a palavra do futebol jogado com amor.

O Manto Sagrado orgulhosamente apresenta Júnior, Leo, o Maestro: um Imortal da Academia da Paixão Rubro-Negra.

- Júnior, você cunhou a expressão Pele Rubro-Negra quando voltou da Itália, em 1989. Hoje, passados quatorze anos de sua despedida dos gramados, como está o sentimento que te une ao Flamengo?

O sentimento pelo Flamengo é imutável. Quando deixei o clube em 1984 sentia o mesmo que sinto hoje.
Com o passar do tempo fui percebendo o quanto nossa geração foi importante para manter a nação rubro-negra como a maior do Brasil.Quantas segundas-feiras de alegria pudemos proporcionar aos nossos torcedores e quanto esse amor e essa paixão mobilizam as pessoas até hoje. Pena que muitos dirigentes não tenham essa paixão dos verdadeiros torcedores.


- Você jogou com vários modelos e marcas do Manto Sagrado, de 1972 a 1993? Qual deles é o seu preferido?

A camisa utilizada da final contra o Liverpool é muito bonita mas as rubro-negras sem propaganda da década de 70 são os verdadeiros Mantos Sagrados.


- Sabemos que você mantém guardada a camisa do Mundial. Você preservou camisas de outros jogos como recordação?
Eu tenho uma quantidade grande de camisas guardadas das conquistas do Flamengo.Desde a primeira em 1974 até a do Brasileiro de 92.


- Qual jogo você indica como aquele em que o Flamengo atuou com maior raça, fazendo valer a força da camisa mais do que a técnica?

No Flamengo, quando se vence um jogo de virada, a história de a camisa ganhar o jogo vem à tona. Essa química entre torcida, camisa e jogadores proporciona certos milagres que ninguém consegue explicar.
O Flamengo x São Paulo na estréia do Brasileiro de 1982, é um exemplo disso. Perdíamos por 2x0 e conseguimos a virada graças a força de nossa torcida e de nossa camisa.


- Há um mistério em torno da camisa que foi usada contra o Cobreloa em Montevidéu. O Flamengo vinha usando um determinado modelo, e para o jogo no Uruguai apareceu com um modelo fora do padrão que só foi usado naquele jogo. Você lembra qual o motivo?

Não me lembro deste episódio da camisa em Santiago e nem em Montevidéu. Aqueles jogos foram marcados por tantos lances extra-campo que esse detalhe acabou sendo esquecido.

- Se você pudesse dar um recado a cada pessoa que veste a camisa do Flamengo, torcedor ou jogador, o que você diria?

Não importa o modelo, nem o material, nem o fornecedor, se branca ou rubro-negra.
O importante é sentir esse manto como se fosse, na verdade, a sua segunda pele!!!!!!!