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Apostila De Rede Formato TCP/IP.

 

Redes Padrão OSI e TCP/IP

 

Para melhor compreensão do que é o  WWW, torna-se necessário uma visão geral sobre o padrão seguido pela Internet, e pelas redes em geral. 

A primeira impressão de quem acessa a Internet é a “Sopa de letrinha”.

Imagine só: TCP/IP, WWW, HTML, FTP etc. Para acabar com esta confusão, vamos acrescentar mais um ingrediente: o OSI

Você certamente já ouviu falar sobre TCP/IP, não? Ele é protocolo que a Internet utiliza. Um protocolo é um padrão que de comunicação, que estabelece as seqüências de caracteres que podemos utilizar para sinalizar eventos, endereçar mensagens etc. Basicamente, o TCP/IP é um modo de os computadores se “acharem” na Rede. Ele possui padrões de endereçamento e de “empacotamento” de mensagem, de modo a tornar a comunicação mais eficiente. O TCP/IP é um protocolo aderente ao modelo de redes OSI. 

Como o TCP/IP identifica os computadores 

Você liga seu computador, disca para seu provedor de acesso Internet, chame o Netscape e sai navegando pelos seus endereços preferidos, sem se importar com a forma que eles aparecem em sua tela. Já reparou que ‘as vezes a comunicação é mais rápida e outras vezes mais lenta? E já pensou na forma como o Netscape encontra a Home Page que vice pediu? O responsável por isto é o TCP/IP e seu esquema de endereçamento. 

A Internet é, na verdade, a ligação entre várias redes que falam TCP/IP. Isto se deve ‘as origens da Rede, quando o Departamento de Defesa dos EUA, juntamente com as universidades criaram essse protocolo. Naquele tempo, as máquinas deveriam rodar UNIX, O TCP/IP é o protocolo de rede padrão em equipamentos que rodam UNIX, como Workstation Risc e Mainframes. Porem, coma popularização do padrão PC, logo foram criados emuladores TCP/IP para esta plataforma. 

Como é que você pode mandar um E-Mail para um amigo? Como é que a Internet sabe onde é a caixa postal? Você já pensou no tamanho do cadastro de usuários dela? Felizmente ela não é uma rede única, com um cadastro de usuários único. Graças a uma estrutura hierárquica ela vai agrupando as redes e repassando a responsabilidade de localizar o usuário para o servidor de nível mais baixo. Complicado? Veja a fig. 1.1. Nela você pode ver as redes são aglutinadas em grupos, de modo que a responsabilidade de endereçamento é distribuída entre os Hosts (ou Servidores) responsáveis por cada grupo.

 Figura. 1.1.  

Esquema hierárquico de redes TCP/IP.

 Desta forma, o número de redes e de usuários pode crescer indefinidamente, semestourar o “cadastro de usuário” da Internet. 

Quando a estação de uma rede deseja enviar uma mensagem, identifica o destinatário com um endereço. O seu provedor de acesso, por exemplo, Alternex, procura saber para qual servidor deve enviar a mensagem. Este servidor procura para quem deve enviar e por ai vai...até que a mensagem chega ao provedor de acesso do destinatário, que sabe para quem deve enviar. 

Este endereçamento hierárquico é provido pelo InterNIC – Internet Network Information Center, que é o comitê que atribui números a todos os servidores que estão cadastrados na Internet. Ele fornece o endereço IP, que identifica o computador e a rede a qual está ligado, sempre obedecendo ‘a hierarquia de rede. OInterNIC divide as redes em classes: 

          Classe “A” : 191.xxx.xxx.xxx

          Classe “B” : 191.207.xxx.xxx

          Classe “C” . 191.207.065.xxx 

Cada máquina conectada ‘a Internet, é considerada um Host, possuindo um endereço IP para acesso. Então, quando você se conecta ‘a Rede, possui um endereço? Sim, mas somente os Hosts permanentes possuem endereços IP definidos. O seu provedor de acesso possui uma faixa de endereços IP que pode “emprestar” aos usuários, de modo que possam se conectar ‘a Internet. 

O endereço IP é importante, mas não o utilizamos no nosso dia a dia. Porém quando você estiver configurando algum software da Internet (NETSCAPE, CUSTOM, TRUMPET, NETDIAL etc.), saberá o que quer dizer aqueles números separados por pontos. 

Sistema de Nome de Domínio (DNS) 

O endereço IP pode ser um meio eficaz de localizar computadores em uma rede, mas para memorizar é um desastre... Por isso foi criada uma convenção para nomeação de computadores e um sistema de diretórios para classificá-los, de modo que dado o nome de um computador, este possa ser traduzido pelo correspondente endereço IP, possibilitando a sua localização. 

Os computadores da Rede são agrupados em Domínios, que podem ser embutidos em outros. Confuso? Vamos exemplificar Fulano Tal é pessoa física e mora Moema, desta forma podemos classificar “Fulano Tal” de acordo com os Domínios aos quais pertence: 

     Primeiro Domínio: é um brasileiro.

     Segundo Domínio: é Paulista.

     Terceiro Domínio: mora em Moema.

     Quarto Domínio: é pessoa física.

     Nome: Fulano Tal. 

De acordo com este esquema, vamos por eliminação diminuindo o número de pessoas até chegar a quem desejamos (para isto precisaríamos da rua, do número, do nº do apartamento etc.). O conceito de Domínio é parecido com o esquema hierárquico do endereçamento IP: 

 Figura. 1.2.

 

Vamos exemplificar com computadores: suponha que a empresa “CSM Indústrias Químicas” possua uma rede com vários micros interligados. Vamos dar o nome: “CSMNET” para esta rede, e os seguintes nomes para os micros conectados: 

1 – CONTAB – Para o departamento de contabilidade.

2 – ADIM – Para o departamento administrativo.

3 – VENDASSUL – Para o departamento de vendas do sul.

4 – VENDANORTE – Para o departamento de vendas do norte. 

Se um usuário do departamento administrativo desejar enviar uma mensagem para o departamento de contabilidade, basta usar o endereço: “CONTAB”, pois ambos estão na mesma rede. Mas suponha que ela esteja conectada a outras redes TCP/IP, neste caso, é necessário identificar o nome da Rede; 

CONTAB em CSMNET

Podemos incluir uma classificação, para indicar que tipo de rede é CSMNET, pois pode ser uma universidade, um órgão do Governo, uma empresa etc. Então, vamos nomeá-la assim: 

CSMNET, EMPRESA. 

Logo este usuário está em outro país, deve identificar que o destino da mensagem é no Brasil: 

ADIM em CSMNET, EMPRESA do BRASIL. 

Como você vê, fomos classificados o endereço até a um grupo mais alto: o País. É assim que funciona o Sistema de Nome de Domínio da Internet. Como a mensagem chega ao destinatário? Na Internet existem computadores que possuem tradução de nomes de Domínio em endereços IP, chamados de Domain Name Servers ou Servidores de Nome de Domínio, que se especializam em procurar e traduzir os nomes em endereços. 

Agora só falta adequar os nomes do nosso exemplo ao padrão seguido pela Internet: 

Computador@Nome.da.Rede.Tipó.País

 Seria identificado da seguinte forma: 

ADIM@CSMNET.COM.BR.

 Continuação: TCP/IP. 

 

O nome da rede, o tipo e o País são Domínio, que obedece a uma ordem hierárquica, do mais baixo para o mais alto nível. Se você alterar a ordem dos níveis, certamente sua mensagem não chegará ao destino, por exemplo: ADIM@CSMNET.COM - Exemplo. Se o usuário com o qual você quer se contatar estiver no mesmo País, no caso o Brasil, você pode omitir o mais alto nível de Domínio: ADIM@CSMNET.COM - Ecemplo.

 Letras maiúscula e minúscula se equivalem?

 Não. Lembre-se de que a internet surgiu no UNIX, e ele diferencia maiúsculas e minúsculas. Por isto preste atenção aos nomes de usuários e de servidores, para não errar o endereço. Apenas para uma idéia, aqui estão os principais Domínios de tipo de rede e Pais:

Abreviatura do Domínio

Tipo ou descrição

com Empresas (Comercias)
edu Ínstituições Educacionais
gov Órgãos do Governo
int Órgãos Internacionais
mil Instituições Militares
net Provedores de Acesso e Serviço de Rede
org ONGs e outros sem fins Lucrativos
at Áutria
au Austrália
br  Brasil
ca Canada
cl Chile
de  Alemanha
dk Dinamarca
ec Aquador
es Espanha
fi Finlândia
fr França
is Islândia
it Itália
jp Japão
kr Coréia
nz Nova Zelândia
se Suécia
tw Taiwan
uk Reino Unido e Irlanda
us Estados Unidos

Outra grande vantagem de utilização DNS é vários nomes podem apontar para um mesmo endereço IP, possibilitando a existência de sinônimos e tornando a rede independente de endereço físico.

 Por que estamos vendo isto?

 Boa pergunta! Para que no futuro você resolva construir um sistema completo é necessário, uma noção básica, até mesmo se construir uma Home Page. 

a)      O que é TCP/IP.

b)      Como endereçar servidores e pessoas em uma rede TCP/IP.

c)      O que são protocolos de aplicação (modelo OSI). 

Por isto mostro os detalhes. Agora que você já sabe que a Internet usa protocolo TCP/IP, e como ela identifica os componentes da Rede, podemos ir um pouco mais fundo na Arquitetura de Rede na qual ela é baseada. 

Arquitetura de Rede.

Entendemos por arquitetura de rede o conjunto de especificações e protocolos que compõem um determinado tipo de conexão entre dois ou mais computadores. Difícil? 

Então vamos ver um exemplo: suponha que você tem dois micros e deseja liga-los; o que faria? Um caminho é conectar suas portas seriais COM2 com um cabo equipado com Pseudo-Modem e pronto! Para transmitir e/ou receber poderia usar um programa como o Laplink e sua pequena rede estariam montados. 

Vamos mais fundo ainda: vamos construir uma rede! 

Montando uma arquitetura de rede local. 

O que nossa rede tem que fazer? Quais funções devem desempenhar? Vamos listar o que desejamos que nossa rede faça: 

·        Identifique os componentes da rede.

·        Permita a troca de mensagens entre os computadores.

·        Permita o compartilhamento de arquivos e impressoras. 

Ora, para isso teremos que pensar em vários aspectos: 

·        Como será a senha de acesso?

·        Como o sistema operacional dos micros vai se entender com a rede?

·        Como ligaremos os computadores? 

Para não misturarmos os canais, vamos dividir nossa Rede em níveis de complexidade: 

Conexão dos computadores  

     Temos que pensar em como ligar fisicamente os micros e como eles irão receber e transmitir mensagens. 

Tramitação de mensagens  

     Como em computador vai entender que as mensagens são para ele e como vai identificar e mandar mensagens para outros? 

Atendimento das Mensagens  

     O que será feito com as mensagens que chegaram? Como atender ‘as mensagens recebidas? 

Processamento de Comandos  

     O que o usuário pode pedir? Como atende-lo.  

Vamos chamar estes níveis de conexão, Tramitação. Atendimento e Comando. Esta será uma rede de quatro níveis ou camadas. 

No nível de Conexão, vamos ligar os computadores pelas tomadas seriais COM e COM2. Eles sempre recebem dados pela COM1 e enviam para a COM2. Desde modo, são ligadas em forma de anel, as saídas da COM2 de um micro entrando na COM1 do próximo. Todas as mensagens que chegarem caso não sejam para o micro que recebeu, deverão se repassadas para a sua saída COM2. Nesse tipo de rede. Se um computador falhar, a conexão se perde. Como vamos receber e/ou enviar mensagens e ao mesmo tempo deixar o usuário trabalhar com o Dos na máquina? Podemos fazer uma rotina residente (TCR) que intercepte o processamento da COM1 e COM2, roubando uma pequena porção do tempo do processador, mas rodando em paralelo com o uso normal do micro. 

No nível de tramitação, vamos identificar os micro por um código, que será gravado no seu AUTOEXEC.BAT como uma variável de ambiente (SETCODIGO=xxx). Quando uma mensagem chegar parta ele, basta verificar se o código no início dela corresponde ao que está em suas variáveis de ambiente. Para enviar mensagens para outros. Ele deverá possuir uma tabela com os seus respectivos códigos. Temos que desenhar, também, um layout para a mensagem, incluindo um campo para o código e outro para texto. Podemos dividi-las em vários “pacotinhos”, que serão juntados para formar a mensagem completa. As mensagens cujo código não corresponde ao do micro serão retransmitidas pela COM2 através do nível de Conexão. Se tivermos de enviar algo, seguramos a fila da COM1, para mandar nossas mensagens na frente. 

No nível de Atendimento, já sabemos que a mensagem é nosso micro, Devemos, então, ver o que solicitante deseja e providenciar sua execução. Pode ser uma mensagem para ser exibida na tela, uma solicitação de leitura ou gravação de dados ou algo para ser escrito na impressora local. Neste caso, o nível de Tramitação vai chamar outro programa residente, do nível de Atendimento, que vai providenciar o que o usuário solicitante deseja. Ao final, os resultados deverão ser enviados de volta ao nível de Tramitação, para que sejam transmitidos ao solicitante (via nível de Conexão). 

Finalmente, no nível de Comando, devemos atender ‘as solicitações do usuário que está no nosso micro através dos comandos que ela irá digitar. Ele pode pedir que seja enviada uma mensagem de texto para outro usuário, pode copiar um arquivo de outro micro ou mandar imprimir em uma impressora remota. Para isso, temos que ter programas utilitários que entendam a estes pedidos. 

Agora é só começar a programar para concorrer com a Novell! 

Acabamos de definir uma arquitetura para uma rede, composta de quatro camadas de software. Certamente irá funcionar, com resultados satisfatórios. Mas, caso comecemos a comercializa-la, teremos alguns problemas de compatibilidade. 

·        Ela rodará em Windows?

·        Ela permite a ligação com outros tipos de rede?

·        Ela permite que combinemos outros Softwares de rede?

·        Ela é totalmente compatível com o sistema operacional e os aplicativos existentes?

·        E para ligar equipamentos deferentes? 

A resposta é que não sabemos... Nossa rede é um sistema proprietário, feito e patenteado por nós, ou seja: um sistema fechado. Quem quiser desenvolver software compatível com nossa Rede , deverá licenciar nossa tecnologia e, como não somos o Bill Gates, dificilmente o mercado se interessaria. 

Foi isto que aconteceu no inicio das redes locais, com crescimento muito rápido e compatível entre si. Seria um problema para os usuários ficar a mercê de um único fornecedor. 

E se houvesse um padrão para desenvolvimento de redes?  

Neste caso, a rede seria um sistema aberto, onde todos os critérios básicos estariam estabelecidos, permitindo a interconexão com outros sistemas. Exatamente para isso foi criado o padrão Open Systems Interconnect, conhecidos como redes OSI. Ele foi criado para resolver os problemas de conexão de redes, através do estabelecimento de critérios para os vários níveis de serviço, ou camadas, que uma rede deve fornecer. 

O modelo OSI permite que um servidor atenda a vários Clientes simultaneamente, exatamente o que um provedor de acesso Internet deve fazer. 

Como no nosso pequeno modelo de rede, o OSI também separa as funções em camadas isso permite inclusive a utilização de software de fornecedores diferentes em cada camada. São sete camadas, conforme a Fig. 1.3. 

Física, 

Representa os meios de conexão físicos entre os computadores diversos equipamentos e software estão envolvidos aqui. Podemos ligar os equipamentos de várias maneiras, desde a mais simples, conectando via porta serial, até a mais complexa, ligando via microondas e satélite. Aqui se encaixam MODEMs, Placas de Rede, Cabimento normal ou fibra Ótica ETC:   

 

Aplicação

Apresentação
Sessão
Transporte
Redes
Ligação
Física

Figura 1.3 Camadas do modelo OSI

Ligação

Após ligar os computadores, é necessário combinar como os dados serão reconhecidos, por exemplo: como um “O” é representado? O que o diferencia do “1”? Qual a velocidade de transmissão? Como reconhecer erros? Como comparar os dados? Você pode observar que aspectos destas duas camadas são utilizados pelo seu MODEM.   

Rede: 

Esta camada prevê os serviços básicos de rede: identificação empacotamento e endereçamento, por exemplo: como identificar os computadores? Como agrupar os dados de maneira eficiente< Como enviar os pacotes? Estes serviços devem ser executados pó programas desta camada. 

Transporte 

Bem, os pacotes chegaram. Mas estão na ordem correta? Seu conteúdo está certo? Esta camada é responsável pela reordenação e validação dos pacotes que formam as mensagens. 

Sessão 

Como o Servidor pode estar se comunicando com vários Clientes. É necessário classificar os pacotes de acordo com a sessão a que pertencem, pois cada Cliente somente pode acessar os dados  que pediu ou enviou. 

Apresentação 

Agora é necessário “DESEMPACOTAR” os dados, formatando-os como a mensagem original. É a tarefa desta camada. Seria muito mais difícil para o programa aplicativo interpretar os pacotes componentes do que a própria mensagem. 

Aplicação 

Em poucas palavras: a mensagem chegou? Agora o que fazer com ela? Deve existir alguma “APLICAÇÃO” que receba, interprete e execute este tipo de mensagem. É exatamente isto que a camada de Aplicação deve fazer. Exemplos de protocolos de aplicação: FTP, Telnet, Gopher, WWW, E-Mail etc. 

Vamos ver um exemplo de transmissão de mensagem no modelo OSI. Suponha que um Cliente rodando Netscap tecle em um item, pedindo para acessar uma nova página WWW

1.      O Cliente clica o mouse sobre um ícone em um documento, solicitando uma outra página WWW: 

O Usuário escolhe uma opção que traz um novo documento WWW. A camada de Aplicação rodando em seu computador gera uma mensagem para o Servidor, solicitando o documento através de seu URL. A mensagem é destinada ‘a camada inferior: Apresentação.

Computador Cliente

 

                                                        Aplicação/Netscap

Clique do Mouse

                                                         Obter página WWW: http://ser.com.br/teste

 

A camada de apresentação recebe a solicitação no formato WWW e a prepara para ser transmitida pela Rede. 

Computador Cliente 

Apresentação

Pacote pronto para transmissão. 

A camada de Sessão permite que um computador rode TCP/IP esteja ao mesmo tempo se comunicando com mais de um Host. Isto é feito através de soquetes e portas. Esta camada prepara o pacote e o envia para o soquete e a porta apropriada. 

Computador Cliente

Sessão 

Pacote enviado para a porta e soquete TCP/IP. 

A camada de Transporte vai pegando e liberando os pacotes, controlando seu envio. Se o Host reclamar, ela reenvia o pacote defeituoso. Ela opera com todos os pacotes a serem enviados, sejam de WWW ou de outra aplicação. 

Computador Cliente

Transporte

Controle de envio de pacotes. 

A camada de Rede pega os pacotes endereça apropriadamente, comprime os dados e os despacha para transmissão, fazendo o Handshaking básico. 

Computador Cliente

Rede

Endereçamento, com pressão e transmissão. 

As camadas de ligação e Física desmembram os pacotes em BITS e os envia pela linha. 

Computador Servidor

Ligação/Física

Caracteres recebidos.

 

2.      O Servidor recebe e valida a solicitação de documento WWW, feito pelo Cliente.

 

A mensagem é recebida pelo Servidor. As camadas de ligação e física transformam os sinais elétricos em caracteres. 

Computador Servidor

Ligação/Física

Caracteres recebidos.

 

A camada de rede pega os caracteres, descomprime os dados, remontam o pacote e verifica o endereçamento. 

Computador Servidor

Rede

Pacote Recebido. 

A camada de transporte verifica os pacotes, solicitando a retransmissão dos que estiverem inválidos. Ela também os coloca na mesma ordem em que foram transmitidos. 

Esta camada separa os pacotes de acordo com o soquete e a porta da aplicação, neste caso: WWW, e Também o destina ‘a área especifica da conexão com o Cliente em questão. 

Acamada de Apresentação formata a mensagem da mesma maneira como foi enviada pelo Cliente, repassando-a para a aplicação. 

Finalmente a requisição chegou ao programa Servidor de WWW. Ele irá validar a solicitação, obter o documento desejado, transmitindo-o de volta para o Cliente. 

3.      O Servidor transmite o documento WWW desejado para o Cliente. Todo o processo é repetido, exatamente como explicado na etapa número 1 deste exemplo. 

O TCP/IP e o Modelo OSI.  

Bom, vimos por alto o que é TCP/IP, estudamos o modelo de redes Osi e agora? Agora, vamos ver onde tudo isto se encaixa, ou seja: onde o TCP/IP casa com OSI. 

Como já foi visto no inicio deste capítulo o TCP/IP é o protocolo da internet. Na verdade, são dois protocolos: o TCP e o IP, que juntos atendem ‘as principais camadas OSI da Rede. 

IP significa INTERNET PROTOCOL ou Protocolo da Internet. È o responsável pelo gerenciamento da troca de mensagens entre duas máquinas conectadas, quebra as mensagens em pacotes e administra sua transmissão e recepção. Ele trabalha em conjunto com o TCP para administrar as conexões de um computador da Rede. 

E TCP significa TRANMISSION CONTROL PROTOCOL ou Protocolo de Controle da Transmissão. Ele atua sobre o IP para garantir que os pacotes sejam da verificados na ordem correta. Na verdade existe outro protocolo que pode atuar também com o IP: o USER DATAGRAM PROTOCOL ou UDP. Como o UDP é usado apenas por aplicações especificas, não vamos perder tempo com ele. 

O TCP e o IP são sempre utilizados juntos, então costumamos juntar os dois e nos referirmos como “protocolo TCP/IP”. Na verdade, ambos foram criados na época dos primordiais da Internet, quando ainda era ARPANET, mas foram adotados como padrão de comunicação de dados do mundo UNIX. 

Podemos montar uma rede que use o TCP/IP como protocolo básico> Na verdade, a maioria das redes UNIX opera desta forma. Podemos também conectar equipamentos não UNIX com TCP/IP. A Novel fornece protocolo TCP/IP para utilização em rede Netware. A IBM também oferece ligação TCP/IP com suas máquinas RISC e com o Mainframe. 

Uma rede TCP/IP pode ser encarada como uma pequena Internet, pois todo o ambiente esta disponível. Usando o PING, o FTP, o TELNET etc. Podemos até implementar um Servidor WWW neste ambiente. 

E como fica o TCP/IP no nosso modelo OSI?  

Como você já observou, o IP na camada de REDE e o TCP na de TRANSPORTE, certo? Na verdade, o TCP vai um pouco além, atendendo também ‘as camadas de SESSÃO e APRESENTAÇÃO. Quando nos conectamos ‘a internet via linha discada, a operação é feita assim: 

Fios Telefônicos  

Recebem e transmitem sinais analógicos de/para o MODEM.

Existe todo um esquema de endereçamento físico e roteamento para que a mensagem chegue ao telefone onde o computador está conectado. 

MODEM e RS – 232-C  

Manipulam os sinais chegados para transforma-los em caracteres, fazendo a verificação básica e o controle do tráfego de BITS. 

Programa Discador

Conecta e a parte física da ligação. Ele opera como os protocolos SLIP ou PPP, possibilitando a comunicação com o TCP/IP nativo em nossa máquina. Um exemplo deste tipo de programa é o Net Dial. 

Windows Sockets  

Na verdade, o Windows Sockets é uma biblioteca padronizada de rotinas para emuladores, que pode ser o Trumpet. 

Aplicativos  

Aqui temos os programas que usamos para acessar os serviços da internet: WWW, IRC, E-MAIL etc. Podemos citar como exemplos: Netscap. 

Existe uma complexidade? Por isso muita gente pensa que a internet é complicada, pois quando lidamos com BBS temos que rodar apenas o programa de comunicação. Isto se deve ao tipo de conexão com a Rede. Quando nos conectamos de forma SLIP ou PPP, estamos, na verdade nos tornando um Host da Internet. Teoricamente, qualquer um poderia usar os serviços de nosso computador, desde que tivéssemos aplicativos Servidores rodando nele. 

Voltamos ‘a figura do modelo OSI, podemos encaixar o TCP/IP desta Forma:

 

Aplicação-------------------------------WWW etc.

Apresentação-------------------------TCP

Sessão----------------------------------

Transporte------------------------------

Rede-------------------------------------IP

Ligação---------------------------------MODEM

Física------------------------------------Discados

 

Protocolo de aplicação da internet  

Bem, como você viu, o TCP/IP é apenas uma parte da comunicação com a internet. Todos  os serviços que utilizarmos são prestados por programas  da camada de aplicação da Rede. Isto é que da a ela toda sua funcionalidade. Como as camadas são independentes, podemos ter uma serie de protocolos de aplicação, independente da existência do TCP/IP. 

Os protocolos de aplicação  da internet funcionam em arquitetura Cliente Servidor. Você conhece? Não? Então vamos ver uma breve história? 

As primeiras redes de tele-processamento eram centralizadas. Possuíam um grande computador central e terminais de acesso nas pontas. Estes terminais eram chamamos de “burros”, porque apenas enviavam os dados digitados e exibiam n tela os dados recebidos. Logo surgiram os terminais inteligentes, que possuíam capacidade própria de processamento. Então o servidor da rede foi perdendo a responsabilidade, limitando-se ao controle do tráfego de mensagens e armazenamento dos dados. Isto começou a aumentar muito a troca de mensagens entre as estações e o Servidor, causando a responsabilidade de processamento entre o Servidor e a Estação (ou Cliente), criando assim o conceito de arquitetura Cliente Servidor. 

Em uma BBS normal, não temos ligação Cliente Servidor, pois seu micro limita-se a atuar como um terminal “burro”, que apenas envia e recebe dados. Na verdade, o configuramos como terminal VT100 ou TTY no programa de comunicação. Por isso, toda a responsabilidade de processamento fica a cargo do computador Host. Desta forma, ele gera todas as mensagens, causando demora na comunicação quando são exibidas telas muito trabalhadas. Imagine para transmitir imagem, como na WWW ! 

Quando você usa algum serviço da internet, por exemplo WWW, a responsabilidade do processamento é dividida entre seu computador e o Servidor. Quando acessamos uma página WWW, o Servidor nos manda as informações sobre seu formato e o nosso computador (rodando o Netscape) as apresenta. 

Os protocolos de aplicação da internet rodam no servidor e no seu computador. Quando você usa o WWW, certamente seu provedor de acesso estará rodando um programa servidor HTTP. Os principais protocolos de aplicação da Internet são: 

·        HTTP – Hypertext transfer protocol, para aplicação WWW.

·        FTP – File transfer protocol, para troca de arquivos.

·        TELNET – Para conexão (login) remota.

·        GOPHER – Para pesquisa de textos organizados em menus. 

Resumo  

Vimos até agora que:  

·        A Internet usa modelos OSI, com várias camadas de protocolos.

·        O TCP/IP atende ‘a maioria das camadas da internet.

·        Os protocolos de aplicação prestam os serviços de que necessitamos.

·        Os protocolos de aplicação funcionam em Cliente Servidor.

·        O WWW usa o protocolo de aplicação HTTP.

·        Logo, as Home Pages trafegam via HTTP.

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