|
O
nome da rede, o tipo e o País são Domínio, que
obedece a uma ordem hierárquica, do mais baixo para
o mais alto nível. Se você alterar a ordem dos
níveis, certamente sua mensagem não chegará ao
destino, por exemplo:
ADIM@CSMNET.COM - Exemplo. Se o usuário com o
qual você quer se contatar estiver no mesmo País, no
caso o Brasil, você pode omitir o mais alto nível de
Domínio:
ADIM@CSMNET.COM - Ecemplo.
Letras
maiúscula e minúscula se equivalem?
Não. Lembre-se de que a internet surgiu no UNIX, e
ele diferencia maiúsculas e minúsculas. Por isto
preste atenção aos nomes de usuários e de
servidores, para não errar o endereço. Apenas
para uma idéia, aqui estão os principais Domínios de
tipo de rede e Pais:
|
Abreviatura do
Domínio |
Tipo ou descrição |
|
com |
Empresas (Comercias) |
|
edu |
Ínstituições Educacionais |
|
gov |
Órgãos do Governo |
|
int |
Órgãos Internacionais |
|
mil |
Instituições Militares |
|
net |
Provedores de Acesso e Serviço de
Rede |
|
org |
ONGs e outros sem fins Lucrativos |
|
at |
Áutria |
|
au |
Austrália |
|
br |
Brasil |
|
ca |
Canada |
|
cl |
Chile |
|
de |
Alemanha |
|
dk |
Dinamarca |
|
ec |
Aquador |
|
es |
Espanha |
|
fi |
Finlândia |
|
fr |
França |
|
is |
Islândia |
|
it |
Itália |
|
jp |
Japão |
|
kr |
Coréia |
|
nz |
Nova Zelândia |
|
se |
Suécia |
|
tw |
Taiwan |
|
uk |
Reino Unido e Irlanda |
|
us |
Estados Unidos |
Outra grande vantagem de utilização DNS é vários
nomes podem apontar para um mesmo endereço IP,
possibilitando a existência de sinônimos e tornando
a rede independente de endereço físico.
Por
que estamos vendo isto?
Boa pergunta! Para que no futuro você resolva
construir um sistema completo é necessário, uma
noção básica, até mesmo se construir uma Home Page.
a)
O que é TCP/IP.
b)
Como endereçar servidores e pessoas em uma
rede TCP/IP.
c)
O que são protocolos de aplicação (modelo OSI).
Por
isto mostro os detalhes. Agora que você já sabe que
a Internet usa protocolo TCP/IP, e como ela
identifica os componentes da Rede, podemos ir um
pouco mais fundo na Arquitetura de Rede na qual ela
é baseada.
Arquitetura de Rede.
Entendemos por arquitetura de rede o conjunto de
especificações e protocolos que compõem um
determinado tipo de conexão entre dois ou mais
computadores. Difícil?
Então vamos ver um exemplo:
suponha que você tem dois micros e deseja liga-los;
o que faria? Um caminho é conectar suas portas
seriais COM2 com um cabo equipado com Pseudo-Modem e
pronto! Para transmitir e/ou receber poderia usar um
programa como o Laplink e sua pequena rede estariam
montados.
Vamos mais fundo ainda: vamos construir uma rede!
Montando uma arquitetura de rede local.
O
que nossa rede tem que fazer? Quais funções devem
desempenhar? Vamos listar o que desejamos que nossa
rede faça:
·
Identifique os componentes da rede.
·
Permita a troca de mensagens entre os
computadores.
·
Permita o compartilhamento de arquivos
e impressoras.
Ora, para isso teremos que
pensar em vários aspectos:
·
Como será a senha de acesso?
·
Como o sistema operacional dos micros
vai se entender com a rede?
·
Como ligaremos os computadores?
Para não misturarmos os
canais, vamos dividir nossa Rede em níveis de
complexidade:
Conexão dos computadores
Temos que pensar em como
ligar fisicamente os micros e como eles irão receber
e transmitir mensagens.
Tramitação de mensagens
Como em computador vai
entender que as mensagens são para ele e como vai
identificar e mandar mensagens para outros?
Atendimento das Mensagens
O que será feito com as
mensagens que chegaram? Como atender ‘as mensagens
recebidas?
Processamento de Comandos
O que o usuário pode
pedir? Como atende-lo.
Vamos chamar estes níveis de
conexão, Tramitação. Atendimento e Comando. Esta
será uma rede de quatro níveis ou camadas.
No nível de Conexão, vamos
ligar os computadores pelas tomadas seriais COM e
COM2. Eles sempre recebem dados pela COM1 e enviam
para a COM2. Desde modo, são ligadas em forma de
anel, as saídas da COM2 de um micro entrando na COM1
do próximo. Todas as mensagens que chegarem caso não
sejam para o micro que recebeu, deverão se
repassadas para a sua saída COM2. Nesse tipo de
rede. Se um computador falhar, a conexão se perde.
Como vamos receber e/ou enviar mensagens e ao mesmo
tempo deixar o usuário trabalhar com o Dos na
máquina? Podemos fazer uma rotina residente (TCR)
que intercepte o processamento da COM1 e COM2,
roubando uma pequena porção do tempo do processador,
mas rodando em paralelo com o uso normal do micro.
No nível de tramitação, vamos
identificar os micro por um código, que será gravado
no seu AUTOEXEC.BAT como uma variável de ambiente (SETCODIGO=xxx).
Quando uma mensagem chegar parta ele, basta
verificar se o código no início dela corresponde ao
que está em suas variáveis de ambiente. Para enviar
mensagens para outros. Ele deverá possuir uma tabela
com os seus respectivos códigos. Temos que desenhar,
também, um layout para a mensagem, incluindo um
campo para o código e outro para texto. Podemos
dividi-las em vários “pacotinhos”, que serão
juntados para formar a mensagem completa. As
mensagens cujo código não corresponde ao do micro
serão retransmitidas pela COM2 através do nível de
Conexão. Se tivermos de enviar algo, seguramos a
fila da COM1, para mandar nossas mensagens na
frente.
No nível de Atendimento, já
sabemos que a mensagem é nosso micro, Devemos,
então, ver o que solicitante deseja e providenciar
sua execução. Pode ser uma mensagem para ser exibida
na tela, uma solicitação de leitura ou gravação de
dados ou algo para ser escrito na impressora local.
Neste caso, o nível de Tramitação vai chamar outro
programa residente, do nível de Atendimento, que vai
providenciar o que o usuário solicitante deseja. Ao
final, os resultados deverão ser enviados de volta
ao nível de Tramitação, para que sejam transmitidos
ao solicitante (via nível de Conexão).
Finalmente, no nível de
Comando, devemos atender ‘as solicitações do usuário
que está no nosso micro através dos comandos que ela
irá digitar. Ele pode pedir que seja enviada uma
mensagem de texto para outro usuário, pode copiar um
arquivo de outro micro ou mandar imprimir em uma
impressora remota. Para isso, temos que ter
programas utilitários que entendam a estes pedidos.
Agora é só começar a
programar para concorrer com a Novell!
Acabamos de definir uma
arquitetura para uma rede, composta de quatro
camadas de software. Certamente irá funcionar, com
resultados satisfatórios. Mas, caso comecemos a
comercializa-la, teremos alguns problemas de
compatibilidade.
·
Ela rodará em Windows?
·
Ela permite a ligação com outros tipos
de rede?
·
Ela permite que combinemos outros
Softwares de rede?
·
Ela é totalmente compatível com o
sistema operacional e os aplicativos existentes?
·
E para ligar equipamentos deferentes?
A resposta é que não
sabemos... Nossa rede é um sistema proprietário,
feito e patenteado por nós, ou seja: um sistema
fechado. Quem quiser desenvolver software compatível
com nossa Rede , deverá licenciar nossa tecnologia
e, como não somos o Bill Gates, dificilmente o
mercado se interessaria.
Foi isto que aconteceu no
inicio das redes locais, com crescimento muito
rápido e compatível entre si. Seria um problema para
os usuários ficar a mercê de um único fornecedor.
E se houvesse um padrão
para desenvolvimento de redes?
Neste caso, a rede seria um
sistema aberto, onde todos os critérios básicos
estariam estabelecidos, permitindo a interconexão
com outros sistemas. Exatamente para isso foi criado
o padrão Open Systems Interconnect,
conhecidos como redes OSI. Ele foi criado para
resolver os problemas de conexão de redes, através
do estabelecimento de critérios para os vários
níveis de serviço, ou camadas, que uma rede deve
fornecer.
O modelo OSI permite que um
servidor atenda a vários Clientes simultaneamente,
exatamente o que um provedor de acesso Internet deve
fazer.
Como no nosso pequeno modelo
de rede, o OSI também separa as funções em camadas
isso permite inclusive a utilização de software de
fornecedores diferentes em cada camada. São sete
camadas, conforme a Fig. 1.3.
Física,
Representa os meios de
conexão físicos entre os computadores diversos
equipamentos e software estão envolvidos aqui.
Podemos ligar os equipamentos de várias maneiras,
desde a mais simples, conectando via porta serial,
até a mais complexa, ligando via microondas e
satélite. Aqui se encaixam MODEMs, Placas de Rede,
Cabimento normal ou fibra Ótica ETC:
|
Aplicação |
|
Apresentação |
|
Sessão |
|
Transporte |
|
Redes |
|
Ligação |
|
Física |
|
Figura
1.3 Camadas do modelo OSI
Ligação
Após ligar os computadores, é necessário combinar
como os dados serão reconhecidos, por exemplo: como
um “O” é representado? O que o diferencia do “1”?
Qual a velocidade de transmissão? Como reconhecer
erros? Como comparar os dados? Você pode observar
que aspectos destas duas camadas são utilizados pelo
seu MODEM.
Rede:
Esta camada prevê os serviços
básicos de rede: identificação empacotamento e
endereçamento, por exemplo: como identificar os
computadores? Como agrupar os dados de maneira
eficiente< Como enviar os pacotes? Estes serviços
devem ser executados pó programas desta camada.
Transporte
Bem, os pacotes chegaram. Mas
estão na ordem correta? Seu conteúdo está certo?
Esta camada é responsável pela reordenação e
validação dos pacotes que formam as mensagens.
Sessão
Como o Servidor pode estar se
comunicando com vários Clientes. É necessário
classificar os pacotes de acordo com a sessão a que
pertencem, pois cada Cliente somente pode acessar os
dados que pediu ou enviou.
Apresentação
Agora é necessário
“DESEMPACOTAR” os dados, formatando-os como a
mensagem original. É a tarefa desta camada. Seria
muito mais difícil para o programa aplicativo
interpretar os pacotes componentes do que a própria
mensagem.
Aplicação
Em poucas palavras: a
mensagem chegou? Agora o que fazer com ela? Deve
existir alguma “APLICAÇÃO” que receba, interprete e
execute este tipo de mensagem. É exatamente isto que
a camada de Aplicação deve fazer. Exemplos de
protocolos de aplicação: FTP, Telnet,
Gopher, WWW, E-Mail etc.
Vamos ver um exemplo de
transmissão de mensagem no modelo OSI. Suponha que
um Cliente rodando Netscap tecle em um item, pedindo
para acessar uma nova página WWW.
1.
O Cliente clica o mouse sobre um ícone em um
documento, solicitando uma outra página WWW:
O Usuário escolhe uma opção
que traz um novo documento WWW. A camada de
Aplicação rodando em seu computador gera uma
mensagem para o Servidor, solicitando o documento
através de seu URL. A mensagem é destinada ‘a camada
inferior: Apresentação.
Computador Cliente
Aplicação/Netscap
Clique do Mouse
Obter página WWW:
http://ser.com.br/teste
A camada de apresentação
recebe a solicitação no formato WWW e a prepara para
ser transmitida pela Rede.
Computador Cliente
Apresentação
Pacote pronto para transmissão.
A camada de Sessão permite
que um computador rode TCP/IP esteja ao mesmo
tempo se comunicando com mais de um Host. Isto é
feito através de soquetes e portas. Esta camada
prepara o pacote e o envia para o soquete e a porta
apropriada.
Computador Cliente
Sessão
Pacote enviado para a porta e soquete TCP/IP.
A camada de Transporte vai
pegando e liberando os pacotes, controlando seu
envio. Se o Host reclamar, ela reenvia o pacote
defeituoso. Ela opera com todos os pacotes a serem
enviados, sejam de WWW ou de outra aplicação.
Computador Cliente
Transporte
Controle de envio de pacotes.
A camada de Rede pega os
pacotes endereça apropriadamente, comprime os dados
e os despacha para transmissão, fazendo o
Handshaking básico.
Computador Cliente
Rede
Endereçamento, com pressão e transmissão.
As camadas de ligação e
Física desmembram os pacotes em BITS e os envia pela
linha.
Computador Servidor
Ligação/Física
Caracteres recebidos.
2.
O Servidor recebe e valida a solicitação de
documento WWW, feito pelo Cliente.
A mensagem é recebida pelo
Servidor. As camadas de ligação e física transformam
os sinais elétricos em caracteres.
Computador Servidor
Ligação/Física
Caracteres recebidos.
A camada de rede pega os caracteres, descomprime os
dados, remontam o pacote e verifica o
endereçamento.
Computador Servidor
Rede
Pacote Recebido.
A camada de transporte
verifica os pacotes, solicitando a retransmissão dos
que estiverem inválidos. Ela também os coloca na
mesma ordem em que foram transmitidos.
Esta camada separa os pacotes
de acordo com o soquete e a porta da aplicação,
neste caso: WWW, e Também o destina ‘a área
especifica da conexão com o Cliente em questão.
Acamada de Apresentação
formata a mensagem da mesma maneira como foi enviada
pelo Cliente, repassando-a para a aplicação.
Finalmente a requisição
chegou ao programa Servidor de WWW. Ele irá validar
a solicitação, obter o documento desejado,
transmitindo-o de volta para o Cliente.
3.
O Servidor transmite o documento WWW desejado
para o Cliente. Todo o processo é repetido,
exatamente como explicado na etapa número 1 deste
exemplo.
O TCP/IP e o Modelo OSI.
Bom, vimos por alto o que é
TCP/IP, estudamos o modelo de redes
Osi e
agora? Agora, vamos ver onde tudo isto se encaixa,
ou seja: onde o TCP/IP casa com OSI.
Como já foi visto no inicio
deste capítulo o TCP/IP é o protocolo da internet.
Na verdade, são dois protocolos: o TCP e o IP, que
juntos atendem ‘as principais camadas OSI da Rede.
IP significa INTERNET
PROTOCOL ou Protocolo da Internet. È o responsável
pelo gerenciamento da troca de mensagens entre duas
máquinas conectadas, quebra as mensagens em pacotes
e administra sua transmissão e recepção. Ele
trabalha em conjunto com o TCP para administrar as
conexões de um computador da Rede.
E TCP significa TRANMISSION
CONTROL PROTOCOL ou Protocolo de Controle da
Transmissão. Ele atua sobre o IP para garantir que
os pacotes sejam da verificados na ordem correta. Na
verdade existe outro protocolo que pode atuar também
com o IP: o USER DATAGRAM PROTOCOL ou UDP. Como o
UDP é usado apenas por aplicações especificas, não
vamos perder tempo com ele.
O TCP e o IP são sempre
utilizados juntos, então costumamos juntar os dois e
nos referirmos como “protocolo TCP/IP”. Na verdade,
ambos foram criados na época dos primordiais da
Internet, quando ainda era ARPANET, mas foram
adotados como padrão de comunicação de dados do
mundo UNIX.
Podemos montar uma rede que
use o TCP/IP como protocolo básico> Na verdade, a
maioria das redes UNIX opera desta forma. Podemos
também conectar equipamentos não UNIX com TCP/IP. A
Novel fornece protocolo TCP/IP para utilização em
rede Netware. A IBM também oferece ligação TCP/IP
com suas máquinas RISC e com o Mainframe.
Uma rede TCP/IP pode ser
encarada como uma pequena Internet, pois todo o
ambiente esta disponível. Usando o PING, o FTP, o
TELNET etc. Podemos até implementar um Servidor WWW
neste ambiente.
E como fica o TCP/IP no
nosso modelo OSI?
Como você já observou, o IP
na camada de REDE e o TCP na de TRANSPORTE, certo?
Na verdade, o TCP vai um pouco além, atendendo
também ‘as camadas de SESSÃO e APRESENTAÇÃO. Quando
nos conectamos ‘a internet via linha discada, a
operação é feita assim:
Fios Telefônicos
Recebem e transmitem sinais
analógicos de/para o MODEM.
Existe todo um esquema de
endereçamento físico e roteamento para que a
mensagem chegue ao telefone onde o computador está
conectado.
MODEM e RS – 232-C
Manipulam os sinais chegados
para transforma-los em caracteres, fazendo a
verificação básica e o controle do tráfego de BITS.
Programa Discador
Conecta e a parte física da
ligação. Ele opera como os protocolos SLIP ou PPP,
possibilitando a comunicação com o TCP/IP nativo em
nossa máquina. Um exemplo deste tipo de programa é o
Net Dial.
Windows Sockets
Na verdade, o Windows Sockets
é uma biblioteca padronizada de rotinas para
emuladores, que pode ser o Trumpet.
Aplicativos
Aqui temos os programas que
usamos para acessar os serviços da internet: WWW,
IRC, E-MAIL etc. Podemos citar como exemplos:
Netscap.
Existe uma complexidade? Por
isso muita gente pensa que a internet é complicada,
pois quando lidamos com BBS temos que rodar apenas o
programa de comunicação. Isto se deve ao tipo de
conexão com a Rede. Quando nos conectamos de forma
SLIP ou PPP, estamos, na verdade nos tornando um
Host da Internet. Teoricamente, qualquer um poderia
usar os serviços de nosso computador, desde que
tivéssemos aplicativos Servidores rodando nele.
Voltamos ‘a figura do modelo
OSI, podemos encaixar o TCP/IP desta Forma:
Aplicação-------------------------------WWW etc.
Apresentação-------------------------TCP
Sessão----------------------------------
Transporte------------------------------
Rede-------------------------------------IP
Ligação---------------------------------MODEM
Física------------------------------------Discados
Protocolo de aplicação da internet
Bem, como você viu, o TCP/IP
é apenas uma parte da comunicação com a internet.
Todos os serviços que utilizarmos são prestados por
programas da camada de aplicação da Rede. Isto é
que da a ela toda sua funcionalidade. Como as
camadas são independentes, podemos ter uma serie de
protocolos de aplicação, independente da existência
do TCP/IP.
Os protocolos de aplicação
da internet funcionam em arquitetura Cliente
Servidor. Você conhece? Não? Então vamos ver uma
breve história?
As primeiras redes de
tele-processamento eram centralizadas. Possuíam um
grande computador central e terminais de acesso nas
pontas. Estes terminais eram chamamos de “burros”,
porque apenas enviavam os dados digitados e exibiam
n tela os dados recebidos. Logo surgiram os
terminais inteligentes, que possuíam capacidade
própria de processamento. Então o servidor da rede
foi perdendo a responsabilidade, limitando-se ao
controle do tráfego de mensagens e armazenamento dos
dados. Isto começou a aumentar muito a troca de
mensagens entre as estações e o Servidor, causando a
responsabilidade de processamento entre o Servidor e
a Estação (ou Cliente), criando assim o conceito de
arquitetura Cliente Servidor.
Em uma BBS normal, não temos
ligação Cliente Servidor, pois seu micro limita-se a
atuar como um terminal “burro”, que apenas envia e
recebe dados. Na verdade, o configuramos como
terminal VT100 ou TTY no programa de comunicação.
Por isso, toda a responsabilidade de processamento
fica a cargo do computador Host. Desta forma, ele
gera todas as mensagens, causando demora na
comunicação quando são exibidas telas muito
trabalhadas. Imagine para transmitir imagem, como na
WWW !
Quando você usa algum serviço
da internet, por exemplo WWW, a responsabilidade do
processamento é dividida entre seu computador e o
Servidor. Quando acessamos uma página WWW, o
Servidor nos manda as informações sobre seu formato
e o nosso computador (rodando o Netscape) as
apresenta.
Os protocolos de aplicação da
internet rodam no servidor e no seu computador.
Quando você usa o WWW, certamente seu provedor de
acesso estará rodando um programa servidor HTTP. Os
principais protocolos de aplicação da Internet são:
·
HTTP – Hypertext transfer
protocol, para aplicação WWW.
·
FTP – File transfer protocol,
para troca de arquivos.
·
TELNET – Para conexão (login)
remota.
·
GOPHER – Para pesquisa de
textos organizados em menus.
Resumo
Vimos até agora que:
·
A Internet usa modelos OSI, com várias
camadas de protocolos.
·
O TCP/IP atende ‘a maioria das camadas
da internet.
·
Os protocolos de aplicação prestam os
serviços de que necessitamos.
·
Os protocolos de aplicação funcionam
em Cliente Servidor.
·
O WWW usa o protocolo de aplicação
HTTP.
·
Logo, as Home Pages trafegam via HTTP. |