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CIRANDA "MAR... SEMPRE O MAR"
Participantes:
Thereza Mattos - Marcial Salaverry - Raquel Caminha - Tere Penhabe - Diógenes
Pereira - Bernardino Matos - Valeriano Luis - Nadir A D’Onofrio - Maria José
Tauil - Yara Nazaré - Cândido Pinheiro -
Ligi@Tomarchio® - Rayma Lima - Augusta Schimidt
- Denise de Souza - Sérgio Serra -
Cremilde Vieira da Cruz - Ilona Bastos - Maria da Fonseca - Tarcísio R. Costa -
Zeliza Camargo - João Carlos (Rother) - Elisa de Andrade - Masé Frota - faffi
- Manuel Claudio Vieira.
Mar e Flor
Thereza Mattos
Mar....leve-me nesta flor
quero encontrar um recanto
mergulhar em tua profundidade
ouvir das sereias o canto
de amor e saudade...
Quero encontrar tesouros
navios perdidos
arcas cheias de ouro
recifes de corais
e neles meu coração ferido
que não te esquece jamais...
Mar...acolhe-me em teus braços
leva-me para o fundo
é grande este meu cansaço
de vagar por este mundo
quero respirar teu carinho
e nele construir meu ninho!...
Quero encher meu coração
soltar toda minha alma
e com ela uma oração
sentir toda tua calma
dissolvendo a minha dor
eternamente no teu interior...
São Paulo
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A BELEZA DO MAR
Marcial Salaverry
Sabendo como é belo este nosso mar,
amanhã quando nele for mergulhar,
certamente vou fazê-lo com um novo pensar...
Mais motivos tenho para o admirar...
O mar... que hoje, tanto nos faz poetar...
Amo tanto o nosso querido mar,
que será ele meu último habitar...
pois minhas cinzas irá agasalhar...
Mas... não se ponham a chorar,
Pois penso que esse dia ainda vai tardar...
E hoje... a todas quero beijar,
e também amar o mar,
e mais ainda, amar no mar,
sentindo as ondas meu corpo balançar,
como se fosse o vaivém do amar...
“É doce morrer no mar”,
dizia Caymi a cantar...
Amar aqui no mar,
é o amor bem temperar,
é o amor deixar rolar...
Pra que se preocupar,
pois o mundo não vai se acabar...
Deixe-se comigo aqui ficar,
vamos nossos corpos salgar,
e veja como o tempo vai passar...
Os problemas olvidar...
Vamos só pensar em muito nos amar,
aqui neste nosso mar...
Marcial Salaverry
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Nosso Mar
Raquel Caminha
(Lindinha)
Sentada na varandaolhos fixos no mar
penso em nossos momentos de amor.
São pensamentos que atormentam,
fazendo-me sentir a sua presença,
conduzindo-me aos nossos doces
instantes de paixão, tesão e amor.
O mar azul, suas areias
se deslocando
pouco a pouco pelo vento,
originando doces lembranças,
renascendo minhas esperanças.
Surge então a cópia na
minha memória, dos nossos
corpos ardentes,
em direção as águas salgadas
do mar.
As ondas percebem que são
dois corpos ávidos e
ficam cientes que, por mais fria
que estejam, não vão conseguir a nossa
chama apagar.
As ondas
ao bater em nossos corpos,
emitiam sons suaves movidos pela
inspiração, como se fossem um
hino ao amor, estimulando
a nossa paixão.
Ao quebrar nas areias,
espalhavam gotas sobre
a nossa pele ardente...
Naquele momento,
senti suas suaves mordidas,
e sem forças, me entreguei a
esse amor que me embriagava,
me enlouquecia.
Nossos corpos dançavam
na perfeita harmonia
do vai e vem das ondas,
totalmente dominados
pelo seu ritmo.
Seus beijos deslizavam pelo meu corpo,
excitando-me loucamente
com todo seu intenso calor,
para que juntos na grandeza
desse largo oceano,
realizar o nosso momento
de amor
Raquel Caminha
Lindinha
Fortaleza, 25/04/05
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O Mar
Tere Penhabe
O mar embala as suas ondas
placidamente, na noite escura
não tem pedidos a fazer
não tem procuras...
Suavemente as deita na praia
como se fosse a mulher amada
nada exige delas, como sempre
delas nada espera...
Segura o horizonte nos braços
como se precisasse dele amanhã
quando o sol nascer casualmente
como a primeira vez...
O mar é um sedutor contínuo
incansável, elegante e belo
que transborda de magia
e de sonhos tantos...
Seu canto caminha para longe
em busca de alguém especial
que todas as noites o espera
como uma amante...
O rumor de suas ondas chega
povoando o coração dolente
de esperanças quebradas
e sonhos partidos...
O mar é a vida de uma vida
o encanto que lhe sobra
é poema de magias mil
que fala de amor...
O mar! Coração de uma mulher
pulsando forte sob a chuva fina
traz dentro dele as gotas da vida
que ela precisa...
Itanhaém, 08/03/2004_00:45hs
www.amoremversoeprosa.com
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O MAR E A FLOR
Diógenes Pereira de Araujo
De manhã fui à praia caminhar.
Me agrada contemplar a natureza.
Ela é bela, ela é fértil... e indefesa.
Este fato me faz emocionar.
E então Você chegou, por sua beleza
senti meu coração sobressaltar
Tive um impulso ousado de a beijar
ao ver seus lábios cor de framboesa
Não sei se por desejo ou por fraqueza,
senti que a natureza é dadivosa
porque seus lábios me lembrando a rosa...
E ouvindo o mar bramir, tive certeza
de que era a hora de colher a flor
e então beijei seus lábios com ardor.
Diógenes Pereira de Araújo
diogenes@poemanet.com
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O Sertanejo e o Mar
Bernardino Matos
Vaia-me Nossa Senhora!Ligue pro seu Fí no céu,
por favor facisso agora,pra quê essa ruma d´água,
ispaiada num lugá só? e nóis no mei do sertão,
numa sede de fazer dó?
E o sinhô que vei pra terra,e por nóis morreu na cruz,
pra que um açude desse,num mermo lugá, meu Jesus.
Tanta água qui dói na vista,e eu só vejo é uns macho forte,
de carção, tudo banhista.
Mande um poquim pra nóis,e pra ninguém disconfiá
use a escuridão da noite,e irigue o sertão centrá.
Ô meu Deus, quanta alegria,
uma felicidade sem conta,
no sertão, no raiá do dia.
Eu só to mei intrigado,cuma foi qui o sinhô conseguiu,
essas águas de verde pintá,só pode ter sido a mistura,
de uma tinta ispeciá,eu só queria era a sobra
pru meu barraco infeitá.
Se o sinhô rumasse um jeito,de as águas distribuir mió,
o sertão vestido de verde,eu ia acordá sastifeito,
com o canto do curió,e da graúna os trejeito,
num ficaria mais só.
A vantage seria imensa,vê nosso mio brotar
temperado só no sá, e acabaria o sacrifice,
de botá a carne no só,
pro mode fazê jabá,
seria o fim dum suplice.
A Zefinha não percisava mais,caminhá inté o leito do rio,
pra tirá água das cacinba,pra gente num cumê frio,
e não vim equilibrando,bem no centro da rodia,
um pote d´água, pesando.
O mar tem muito peixe grande,uns com tanta agilidade,
qui chegam até dá tainha,deixando só na sodade,
essa nossa piabinha,qui dá pena até fritá,
de tão pequena e maguinha.
Juntando os peixe do mar, com as alimento do fundo,
a produção da natureza,acabaria cá fome no mundo,
e isso só num acontece,por causa da avareza,
e da riqueza que invaidece.
Aqui na beira da praia,circula um tá de camarão,
qui serve de aperitive,com muita cachaça e limão,
e uma tá posta de cavala,mais conhecida por égua,
lá em nosso doce sertão.
Eu vô trazê a Zefinha,pra ela oiá o mar,
e vê sua semelhança,com o amor qui a gente veve,
tão curtido no espin,sem da vida reclamar,
vivido intensamente,iguá a esse mar, sem fin.
Essa belezura imensa,e toda essa formusura,
me lembra de Deus a sentença,qui obriga a criatura,
amá sem oiá a quem,viver sem disavença,
e se contentá com o qui tem.
O coração desse povo,percisa muito mudá,
pois a marvadeza é tanta,qui o Sinhô vai ter de vortá,
mais eu e a Zefinha,nós num ia agüentá,
vê tanta gente mesquinha.
Muito obrigado meu Deus,pelo Sinhô ter feito o mar,
e essa criação de peixe,para o povo alimentá,
acabe com nossa tristeza,na solidão não nos deixe,
pro mode a gente se amá.
Fortaleza, 10 de maio de 2.005
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O Mar
Valeriano Luiz da Silva
Oh! Mar do começo da criação!...
Pois quando Deus fez o mundo
Foi lhe dada uma observação...
Que você não fizesse no planeta total inundação
Oh Mar! Tu és bravio e temível...
Em tuas águas já ocorreram acidentes horríveis...
Ai de quem te enfrentar quando estiveres revoltado
Pelo homem você jamais será domado
Mas tu oh Mar! tem uma diferença dos humanos
A ordem divina continua respeitando...
E o marco antigo tu estás observando
Enquanto o frágil homem vive desrespeitando
Oh Mar! Mesmo com os horríveis maremotos
Que traz dúvidas até para os cristãos devotos
Que perguntam por que o mar está revolto?
Mas só Deus sabe, pois dele é o poder absoluto,
Feliz o país que tem litoral
Onde a política marítima é fundamental
Cuja ordem política, econômica e militar,
Dependem sempre do mar...
Oh! Mar, que seria do homem com seus intentos...
Se não houvesse você com seus talentos
Talvez não ocorresse descobrimento...
Do novo mundo e também dos grandes inventos...
Você serviu ao homem nas colonizações
Foste usado pelas grandes invasões
Pra consolidação de independência
Você ajudou as nações que pediam clemência...
O homem abusou de ti em duas guerras mundiais
Navios te percorreram transportando munições dos arsenais
Oh! Mar será que o homem ainda te usará para estas guerras infernais?
Acho que não mar, a maioria dos homens aguarda paz,
Oh! Mar cheio de tantas riquezas
De ti se extrai tanto petróleo dado pela natureza
De você o homem se serve do pescado, das algas e de sais...
E muitas outras matérias primas e minerais
Mar! Se não fosse você nossos poetas não tinha ido pra Portugal
Buscar cultura e retornando à terra natal
O que seria do mundo sem a ajuda do mar
Pelos seus grandes feitos o Brasil fez uma canção pra te honrar...
Respeitando as leis nem toda canção vou colocar
Mas fica apenas uma estrofe para te homenagear...
Qual cisne branco que em noite de lua
Vai deslizando num lago azul
O meu navio também flutua
Nos verdes mares de norte a sul? (...) (CANÇÃO DO MARINHEIRO)
Anápolis-Go 11/08/04
valerianols@globo.com
www.albumdepoeta.com
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O Mar
Nadir A D’Onofrio
Sou como tuas águas revoltas,
no agito do quebra mar.
Explosão de amor e emoção,
Paixão, fogo e tentação !
Ora calma e serena,
como uma brisa amena!
Onda de maré mansa,
rendilhando nas areias brancas,
desse lindo e imenso mar...
Mar dos meus amores,
e dos meus temores !
Leve sempre, minha angustia e tristeza,
só deixe a felicidade, por ver tanta beleza!
Se as ondas desse lindo mar,
no meu amado tocar.
Diga-lhe, que estou aqui a esperar,
que não se demore tanto...
Ou jamais irá me encontrar !
27-10-2003 16:23
Santos SP
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DES
GAR
RA
DO S
Maria José Tauil
Nossos corpos
dois barquinhos
encalhados
no azul-mar
de nossos lençóis
Corpos inertes
indiferentes
ausentes
vazios...
porque
não
existe resgate
para amor
d
e
s
g a r
r a
d
o
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CRUZEIRO DO AMOR
Yara Nazaré
Na imensidão do oceano
Fizemos a viagem dos sonhos
Eu e tu, naquele convés
A orquestra tocava ao vivo
Um bolero apaixonante
Eu estreitada em teus braços
A ouvir tuas ternas palavras
Recitando versos de amor.
A lua nos fez companhia
E a sua luz forte e prateada
Iluminou aquele doce momento
Tão sonhado por nós dois.
Estrelas cintilavam enternecidas
Seguindo o ritmo do bolero
E o navio a singrar os mares
Parecia estar sendo movido
Pela força do nosso amor.
O deus Netuno nos aplaudia
Ninfas e Nereidas volteavam
Sorridentes ao nosso redor
Em belo cortejo marítimo
Ornando com algas douradas
As águas do mar azulado
Daquele cruzeiro do amor!
(Yara Nazaré - 30/07/04)
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Encontro das Águas
Cândido Pinheiro
Por entre as montanhas ando escondido em um vale perdido
Tranqüilo quase que num cochilo, mas sempre em frente
Vou saudoso levando minhas águas cristalinas
Às vezes corredeiras, e recordando das cachoeiras que já passei
Onde em lágrimas muitos véus de noivas eu deixei
Lembrando da minha cabeceira, palco de amores que enganei
Leito onde beijei sinuosas margens e deixei tatuagens
Cupidas marcas em ramos que jamais quebrei
Às vezes sou caudaloso e com força um tanto tenebroso
Mas nada de furioso, pois sei que algumas pedras arranquei
Sem maldades, para tanto, não tenho mais idade
Mas às vezes na cruzada, roubo a melhor flor de uma folhagem
Para misturar em minhas águas o seu aroma selvagem
Na chuva me regozijo num salpicar de gotas
Refrescante dilúvio para o calor que sinto
Por vezes meu dorso anda exposto ao sol a pino
Em muitas outras de alegria transbordo
Transformando em terra fértil a tudo o que molho
E nas planícies por onde escorro, vou regando as pastagens
Este verde que me acolhe quando deslizo por entre as matas
Onde meu murmúrio silencia ante a sinfonia dos pássaros
Que em coral de glória cantam bravo à minha passagem
Em muitos braços me abro, e em desabafo formo tentáculos
São muitas outras margens que abraço por onde passo
Em rio único volto ao meu curso e discurso ao mar a frente
Estou chegando e com alegria anuncio a minha aproximação
E num doce beijo molhado a água fica salgada
Agora sou oceano, um gigante em águas
Não ando mais escondido
por entre as montanhas em um vale perdido...
De agora em diante beijarei todas as costas
E mansamente em ondas vou rolar na areia morna das praias
Aproveitando a magia e a beleza da mãe natureza
Deste fraterno encontro das águas
Cândido Pinheiro
26 Janeiro 2004
Santa Maria - RS - Brasil
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MAR
Ligi@Tomarchio®
Sobrevôo o mar
apaixonada
águas esverdeadas ora azuis
bruma escondendo seus segredos
recifes mapeando ondas...
Revoltado, arrebatador
tal sentimentos que carrego
mar dos meus dias
acalma minha dor...
Pouso na praia
gaivotas fogem
solidão irreparável
cubro-me de areia.
Ligi@Tomarchio®
http://planeta.terra.com.br/arte/ligiatomarchio/
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MAR... VERDE MAR... MAR AZUL...
Rayma Lima
Mar infinito... verde mar,
tranqüilo , mas de repente suas ondas chegam... brancas ondas,
água em abundância, como se fosse um grito de dor no ar.
O mar está como meu estado de espírito
mar calmo, levando a pensar na natureza, nas pessoas,
só existe o mar e eu, mas logo percebo que há
o céu; e agora somente o céu, o mar e eu ali existimos.
Então sinto saudade,
quero ver você, mas como?
Existe o mar e as circunstâncias,
a nos separar
Choro, lágrimas de dor
Mas não me ouve, de nada adianta...
Quero você, amar você e, no entanto é impossível
Então minhas lágrimas encontram com o mar...
Crianças felizes, corpos molhados na areia a rolar
Não estou só, ainda existe o céu e o mar,
Olho para o céu e vejo nuvens que parece figuras
de dois corações enamorados; e continuo a lhe chamar.
Continuo a sonhar
Com um passado que devo esquecer
Mas entre o céu, o mar
existe eu, na esperança de um dia he encontrar.
Rayma Lima
10.05.05
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O Mar e seus encantos
Augusta Schimidt
Me encanta a beleza do mar...
Me faz sonhar...
E sonhando...
Vôo à imensidão
Tal qual a gaivota
Sentindo nas asas
A caricia suave da espuma branca.
Me encanta a bravura do mar...
Revolto, leve e solto
Levando suas ondas
A espalhar segredos aos rochedos
Me encanta olhar o mar...
Quando vejo suas águas
No auge do dia a buscar
A música suave dos anjos
Que no céu estão a cantar.
Me encanta olhar o mar...
Quando a noite chega
E joga seu manto estrelado sobre as águas
Fazendo então, o mar repousar.
Augusta Schimidt
10/05/05
18.00hs
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SONS DE MAR
Denise de Souza Severgnini
Nas adjacências de mim
Retumbam ecos de vozes esquecidas.
Sons de mar eclodem
De um casulo escondido
No ventre medonho do oceano.
Crisálidas desabrocham em profusões de vida
Alegria, amor e a tal felicidade...
Sentimentos buscados em vivências mil
Sons de mar trazendo até nós
Uma metamorfose ilusória
De pranto à luz!
Sons de mar, ritmos alucinados...
Sensação de bem-estar.
Ondas espumantes
Destroçadas ante os rochedos
Penas cruéis vividas em nossa existência.
Sons de mar, utopia irreal...
Como marisco que luta
Entre o rochedo e o mar
Nós buscamos o nirvana alcançar
Utopia do irreal...
Mas os sons de mar
Ainda nos permitem sonhar!
Denise de Souza Severgnini
NOVO HAMBURGO
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Ahh, mar... AMAR
Sérgio Serra/DENISE SEVERGNINI
Mar, oh filha,
VEJO A IMENSIDÃO DO MAR
Não tem só uma cor.
CONTRASTES MULTICORES
Do amanhecer ao sol se por
DESENHAM-SE DIANTE DO OLHAR
É verde, azul,
LEVE ESMERALDA, SUAVE CÉU
Branco, marrom...
ALVA NUVEM, TERRA LAVRADA
Norte ou sul,
TU E EU, EU E TU
Eta mar bom!
PARA JUNTOS AMAR
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Mar da Ilha.
DE ENCANTAMENTO E SONHO
É coração que não para.
SE PARAR EU MORRO
Ora pulsa, ora dispara.
PARA TE VER,EU CORRO
Longe, perto...
DE TI,ESTAR PROPONHO
Frio, morno...
A MESCLA É BOA
No fim, decerto
O AMOR PERDOA
Enseja retorno
À LINDA ILHA
Maravilha
AH! MAR...AMAR
Minúsculas = Sérgio Serra/ARACAJU
MAIÚSCULAS= DENISE SEVERGNINI/NOVO HAMBURGO
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LEMBRANÇAS LONGE DO MAR
Cremilde Vieira da Cruz
Já minhas lembranças choram
Saudosas do mar de ondas claras
Que me viu partir
Como eram minúsculas as algas
Os caranguejos lá no fundo
Os barcos que o horizonte engolia
Mas o mar imenso
Todo meu
Emoldurado de palmeiras
Todas minhas
As paredes nuas onde repousava meu leito
Todo meu
Já minhas lembranças choram
O azul das vestes de nossas horas
Cada serão sem mágoa
E o fulgor das gaivotas
Conhecíamos cada gesto diminuto dos jacarandás
Cada folha tombada na calçada
Cada melodia vinda do firmamento
Conversávamos com as luzes do caminho
E dávamos razão à lua
Quando de luvas sedosas
Nos descobria o rosto
As noites não tinham chão
E desciam sobre nosso peito aberto
Não tínhamos segredos
E havia poesia na prosa de nossos desabafos
Que mais tu tinhas
Que mais eu tinha
Senão o mar circundado de palmeiras
Que mais tínhamos nós
Senão um simples nome
Ao tombar de cada crepúsculo
Expúnhamos nossas almas nuas
E secávamo-nos as lágrimas
Com um simples olhar
Havia ruínas nos nossos peitos
Mergulhados de abandono
E desilusões sucessivas
Entre um pensamento e outro
Mas tínhamos o mesmo nome
Ainda temos o mesmo nome
Cremilde Vieira da Cruz
Lisboa/Portugal
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MAR I
ILONA BASTOS
Desta feita não necessito
De recorrer à imaginação.
Os sons de flauta partem
Mesmo de canas e lábios
Em rostos de olhos amendoados.
A frescura da melodia
Coincide com a brisa marítima
E o oceano estende-se
Diante de mim
Magnífico.
Ao longe, os faróis
Lançam fachos de luz
Sobre o céu nocturno e o mar.
Afirmei ao almoço,
Com o tom que adopto
Ao proferir inépcias,
Que nada tenho a
Ver com a poesia
E que a largo e aos versos
Quando bem entender,
Pois poeta não sou.
Como explicar, então,
Que ao som da flauta dos Andes
Corra célere, em busca
De um papel e uma caneta?
Como explicar, então,
As palavras irreprimíveis
Que desenho freneticamente,
Embalada pelas notas
Sublimes que os índios
Tocam pela noite
À beira-mar?
Como explicar?
É da música, da poesia
Ou do mar?
De onde vem esta magia
Que me envolve os sentidos,
Até às lágrimas,
Até ao arrepio,
Até ao poema?
ILONA BASTOS
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Tsunami.....
Maria da Fonseca
Ó imenso mar, ó traidor,
Que poder o Pai te deu?!
Cantei-te com tanto amor,
Mas tudo em redor cedeu!
.
A terra toda alagaste,
Causando a desolação.
Demónio, tudo arrastaste,
Sem dó e sem compaixão.
.
Contra a própria Natureza
Tu investiste, maldito!
Já esqueci a beleza
Com que te tenho descrito.
.
Os poetas se extasiam,
Perante a tua lonjura.
Nossas gentes pressagiam
E choram a sua agrura.
.
Mas desta vez foi pior,
Ajudaste ao fim do mundo.
Diz-me qual a dor maior,
Sofrimento mais profundo,
.
Do que ver os seus morrer,
Sem lhes poder acudir?
Tudo a desaparecer,
E o mar a tudo engolir.
Não te quero rever mais.
Eras todo o meu enlevo.
Não me encantarás jamais.
Sobre ti não mais escrevo.
Maria da Fonseca
Lisboa/Portugal
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CONTEMPLO O MAR
Tarcísio R. Costa
Contemplo o mar...
Vejo a imensidão sagrada de um mundo de contrastes,
Que amedronta... Que embevece... Que enternece...
Inspiração dos sonhadores, Fonte de poesias...
Contemplo o mar...
À procura do meu amor que partiu
Em um barco triste, de sonhos,
Levando as minhas ilusões...
Contemplo o mar...
Diviso lá no distante infinito
Uma embarcação à deriva,
É o barco dos meus sonhos...
Contemplo o mar...
Se o meu amor não voltar,
Embarcarei noutro barco,
Carregado de esperança,
Rumo ao horizonte do mar.
Lá, resgatarei
O meu amor perdido...
Tarcísio R. Costa
Brasília, 10 de Maio de 2005
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Mar que tanto amo
Zelisa camargo
Mar que tanto amo
Que me leva a uma viagem imaginária
A um mundo de paz
E na serenidade de tuas ondas
Eu deito e adormeço minh'alma
Abraço-te com todo meu carinho
Deixando meu ser todo pra ti
Agradecendo a vida que me dá
O respirar e toda
Inspiração ;
Do sete mares eu sou
Navegadora sempre a deriva,
Saudando sempre minha mãe
E aconchegando ao teu colo
Sentindo teu cheiro de alfazema
Sua essência de rosas
Sua majestosa beleza
Que encanta todos
Com tuas danças
Dentro do mar
Trazendo suas bênçãos aos teus filhos
Nas luas cheias deitamos na areia
E esquecemos que o mundo existe
É apenas a vida ,o sentir e o mar
Com sua brisa em nosso rosto
Acalentando toda nossa dor.
Fortalecendo nossa caminhada.
E assim vamos levando o viver
Esperando o raiar do novo dia
E sentir teu amor chegando.
Ai agradecemos teu colo de mãe
E voltamos para o mundo dos humanos.
Esperando uma nova lua cheia
Para
Voltarmos a dormir e a dançarmos
No mar com a tua ginga
E teu amor.
E cantarmos todas as canções de amor
Axé minha mãe.
E hoje agradeço por todo amor,
Estar aqui viva
E respirando somente amor e paz.
E abraçando todos os amigos
Com o maior carinho.
Zelisa camargo
28.08.04
00.49
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MAR
João Carlos Ferreira Almeida (Rother)
Mar, tu que és belo terrível e enraivecido.
Que ceifas vidas sem dor
Repara triste e compadecido
Na tarefa árdua do Pescador
Encorajados nossos homens lá vão
Navegando sobre o mar
Mas... Responde-me mar, voltarão?
Só tu e Deus os podem ajudar.
Que fazes mulher sentada nesse monte
Espreito ansiosa o horizonte
O Regresso dos meus.
Mas que vêem meus olhos!
Um barco encalhado nos escolhos.
E deles nem a sombra, meu Deus...
jocafa@uol.com.br
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MAR ETERNO
Elisa de Andrade
Mar sereno .... de múltiplas cores....
Em suas águas venho descansar
Mar revolto .... de muitos amores
Que a todos eles vêm encantar!
Suas águas são infinitas e termais
Da mesma forma é sua rara beleza
És naturalmente o Rei da natureza
Quem te conhece não esquece jamais!
Você tem a ternura de um amanhecer profundo
Se queres .... acaricia e beija a mão
És às vezes .... forte como um furacão
Para animar e cativar o mundo!
Sua beleza é citada em verso e prosa
Tens a leveza de uma pena a voar .... vagarosa
És dos poetas e compositores a inspiração
A eles dedica sua enorme contribuição!
Você é o meu mar ..... de tantos encantos
O lugar mais bonito que um dia eu encontrei
O porto seguro .... que permite tantos encontros
E ao te conhecer .... logo me apaixonei!
Por tudo que você nos dá .... agradeço em oração
Essa serenidade e PAZ .... que tanto nos conforta
Suas ondas por vezes revoltas .... não importa
Porque você nos faz tão bem ao coração!
É gratificante saber que você pode aí estar
Esperando para quem sabe .... me consolar
Quando a falta de esperança .... venha me encontrar
E também nas horas em que eu mais precisar!
Você que inspira os grandes amores
Faz com que eles possam sonhar
Com uma vida a seu lado passar
Admirando sua beleza e suas cores!
Essa cor azul ... quem sabe esverdeada
Tem o poder de acabar com as dores dos amantes
Que pelo mundo vagueiam .... errantes
Com imensa saudade da pessoa amada!
Seus amigos ..... a areia .... as aves.... o céu .... e o sol no alvorecer
Esse céu com brilhantes estrelas a te acompanhar
E de dia .... o irradiante sol que vem te aquecer
Sabem que podem contigo contar!
Você que tanto mistério guarda .... e com ardor
Realiza os sonhos .... indistintamente
Espelha o sentimento mais nobre .... o amor
Tem o poder de enfeitiçar .... quem está à sua frente!
Petrópolis – RJ
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!!! Meu Mar !!!
Masé Frota
Lindo !
Encantador, de imensa beleza infinda,
a me trazer lindas recordações,
enfeitiçando meus pensamentos
cheios de amores vividos,
ardorosamente acariciados
em meus sonhos.
...Quando te vais...
Me lembra amores, me bate uma saudade,
na mesma intensidade marcante,
tal qual teu brilho ofuscante ,
seguindo fiel na minha vida.
... No teu retorno...
Volto a sonhar, querer e novamente saber viver
um amor pleno e profundo.
... Na tua calmaria...
Vejo teu buscar sonoro, na linha do horizonte,
E meu olhar vai até você
me fazendo ver, um beijo azul,
suave acolhedor, neste divino encontro
com o firmamento.
Aqui estou meu grandioso Mar...
Meu grandioso Mar!
Traga um novo amor, por mim tão querente,
...para que eu possa...
aprender a amar novamente.
Rio de Janeiro....10--05--2005
MaséFrota
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Ah, Mar!
faffi
Mar, gigante misterioso!
Seus mistérios me fascinam
Suas águas me amedrontam
Passo horas te namorando,
procurando descobrir
no furor de suas ondas,
esse mistério que escondes,
as vezes, elas ficam calmas a marulhar
trazendo na superfície
os frutos que em ti habitam...
esse espetáculo é lindo,
e me provoca paz!
Mas, quando elas voltam a se enfurecer,
eu volto a pensar, que mistérios te envolve
que faz até as suas ondas de ti se rebelar?
Mar, gigante poderoso,
imponente, astucioso!
povoas meus sonhos
e me faz pensar..
Ah, mar, como é lindo o seu caminhar,
ninguém te bate de frente..
nem a lua , nem o sol, nem as estrelas
que se espelham em suas águas
e só pensam em te adorar...
Mar, leva de mim esse medo que tenho
de te enfrentar, e que ao mesmo tempo
me faz te amar..amar...amar...
Ah, mar!
14/08/2004
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Floramar - flor do Mar
Manoel Claudio Vieira
Mar...
Numa casquinha de amendoim
Leve meu ser a um canto
Em sua profundidade
Sinta meu pranto
Em ondas sinto calor...
Eterna saudade de meu amor
Tesouros d'além mar
Amores perdidos
Num ser reunidos
Recifes em pedra
Abrolhos em meu coração
Nunca te esqueço, paixão
Em teus braços, doce enlaço
Leva-me a tona
Meu ser... desmorona
Com vagar,
Navego em teu coração
Sussurro, respiro profundo
Reencontrei meu ser vagabundo.
Sorve de meu coração
O doce de minh'alma
Numa breve comenda
Tua é minh'alma
Dissipa esta dor
Que não acalma.
Manoel Claudio Vieira
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Tenda dos Milagres
Manoel Claudio Vieira
Trovador do mar
Fora das sombras
Sei como dói
Sentir o songamonga
Drene esse corpo
Desnude seu coração
Não há porque esconder
A causa aflição
Lute como bravo
Sangra longe essa senzala
Ginga o corpo do ferino
Tua sina... cabala
Mister do destino
Profissão? - firmamento
Cruza a morte
Arrede o tormento
Dói... é fato.
Há preconceitos
Quem zomba descarrega
Ignorância em seu peito
Pare. Respire forte
Puxe firme lá do fundo
Desarme o inimigo
Arreda o vagabundo
Se forte companheiro
Força...a estrada é plena de cavidades
Há sempre um alguém
Laborando inverdades.
Manoel Claudio Vieira
11/05/2005
16:35h
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