Páginas a respeito do editor
De: Flávio Carneiro
Para: Gustavo Bernardo
Caríssimo tricolor,
estou com tanto assunto atrasado com você que nem sei por onde começar. Quer dizer, sei sim. Já faz algumas semanas que terminei de ler o Reviravolta. Comecei a ler e fui de um fôlego só, que nem arrancada do Jorge Henrique (perdoe a indelicadeza da comparação, mas fica aqui tratado, de forma explicitamente sutil, já um dos assuntos pendentes).
Gosto muito do jeito como você mistura ensaio e ficção. Fico me lembrando de como gostei do Redação inquieta (ainda nos tempos da graduação e que me levou a procurá-lo no CAP, lembra?), e do Ficção Cética, daquele "Conceito de Literatura" etc.
Acho bem legal como você imprime leveza aos textos de teoria e crítica e consistência aos de ficção (pra ficar com 2 das propostas do Calvino). No caso de Reviravolta, o diálogo ficção/ensaio se junta com outros, como filosofia/literatura, realidade/ficção, originalidade/cópia etc. As idas e vindas no tempo (tema que sempre me fascinou e tem direcionado um novo romance, que estou escrevendo) são muito bem enredadas (de rede e enredo).
Meu exemplar está todo marcado, o que significa muito pra mim. Numa palavra: parabéns!
É isso aí, meu amigo. E boa sorte pra vocês na Libertadores (sem ironia, nem daí nem de cá).
Abração,
Flávio